Investimentos para um Futuro Sustentável
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 500 milhões para projetos de adaptação climática em Belo Horizonte. O montante será destinado a uma série de intervenções que visam mitigar os riscos de enchentes, alagamentos e deslizamentos na cidade. Além disso, o financiamento promove a ampliação de áreas verdes, a recuperação de recursos hídricos e o fortalecimento da resiliência da capital mineira diante de eventos climáticos extremos.
Do total disponibilizado, R$ 480 milhões são oriundos do Fundo Clima e R$ 20 milhões do programa BNDES Invest Impacto, que foca em investimentos públicos voltados para a redução de vulnerabilidades socioeconômicas e a adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, destacou a importância dessa parceria com o BNDES, ressaltando que a cidade enfrenta sérios desafios climáticos e que as intervenções irão ajudar a ‘desconcretar’ a metrópole.
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As ações programadas para os próximos três anos incluem a execução de obras de drenagem, contenção de encostas, construção de parques, jardins de chuva, revegetação e recuperação de nascentes. Entre as metas está o plantio de 30,4 mil metros quadrados de áreas verdes, a reforma de três parques municipais e a criação de um corredor ecológico na Via 710. Além disso, estão previstas melhorias na gestão de resíduos, com a instalação de contêineres para coleta seletiva e ações de despoluição da Lagoa da Pampulha.
Melhorias na Mobilidade Urbana
Além do foco em questões climáticas, o BNDES também destinou R$ 317 milhões para a estruturação de um projeto de mobilidade urbana em Belo Horizonte. O presidente do banco, Aloizio Mercadante, e o prefeito assinaram um contrato que pode envolver concessões ou parcerias público-privadas para aprimorar o sistema de transporte coletivo na região metropolitana.
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Os recursos financiarão a compra de até 100 ônibus elétricos de bateria e os equipamentos de recarga, todos de fabricação nacional, utilizando recursos do Fundo Clima. Mercadante afirmou que esse investimento é um passo decisivo para preparar a cidade para os desafios climáticos futuros, promovendo uma mobilidade mais limpa e sustentável.
O projeto terá um grande impacto na vida dos moradores, uma vez que busca garantir um transporte mais rápido, confiável e acessível. Mercadante ainda destacou que, com essa ação, o governo federal está comprometido em ajudar Belo Horizonte a construir um modelo de transporte moderno, que priorize a eficiência, a gestão adequada e a integração regional.
Expansão do Transporte Coletivo
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana propõe um ambicioso plano que inclui 14 novos projetos para a região metropolitana, com o objetivo de expandir a rede de transporte estrutural de 84 para 314 quilômetros, beneficiando mais de 1,4 milhão de passageiros diariamente. Entre as obras previstas, destacam-se a expansão do metrô, que deve somar 31,6 km distribuídos em três novas linhas, atendendo cerca de 365 mil passageiros por dia, com um investimento estimado em R$ 18,7 bilhões.
O estudo também propõe a implantação de três novos projetos de veículo leve sobre trilhos (VLT), que juntos totalizarão 91,8 km de extensão, com uma expectativa de atender aproximadamente 300 mil passageiros por dia, com investimentos em torno de R$ 11,4 bilhões. Além disso, as obras do BRT incluem a expansão de uma linha já existente e a implantação de outras seis, totalizando 106,6 km, com um custo estimado de R$ 5,5 bilhões.
