Desempenho do PIB de Minas Gerais
O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais registrou um crescimento de 1,4% em 2025, totalizando R$ 1,157 trilhão. O dado foi divulgado nesta terça-feira (17) pela Fundação João Pinheiro (FJP). Esse resultado reflete a melhora em diversos setores, incluindo a agropecuária, a indústria extrativa e de transformação, além do comércio, que juntos conseguiram compensar as perdas nas áreas de energia e construção civil.
De acordo com a FJP, Minas Gerais respondeu por 9,1% do PIB nacional, que, por sua vez, cresceu 2,3% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise por setores revela a diversidade da economia mineira, mostrando que, apesar de algumas retrações, o desempenho global foi positivo.
Setores em Destaque
A agropecuária, por exemplo, cresceu 3,2% no valor adicionado, impulsionada pelo aumento na produção de commodities como soja, milho, batata-inglesa, leite e ovos. Além disso, a demanda por insumos destinados à fabricação de papel, celulose e metalurgia também contribuiu para esse crescimento.
No que diz respeito às indústrias extrativas, o valor adicionado subiu 3,1%, sendo que o último trimestre do ano se destacou pela maior extração de minério de ferro, essencial para a economia local. Em contrapartida, as indústrias de transformação tiveram uma expansão mais modesta, de 0,6%, com destaque para a fabricação de papel e celulose, além da produção de máquinas e veículos.
O comércio também se saiu bem, apresentando um crescimento de 1,7%, com particular ênfase nas vendas de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria. Esse desempenho revela um mercado consumidor ativo, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.
Desempenho em Serviços e Construção
Os serviços, incluindo as atividades imobiliárias e financeiras, cresceram 2,1%, equilibrando os resultados negativos observados nas áreas de turismo e serviços de alojamento e alimentação, que registraram uma diminuição significativa devido às mudanças nos hábitos de consumo pós-pandemia.
Por outro lado, o setor de energia experienciou uma retração de 1,2% no valor adicionado, resultado da diminuição no consumo de eletricidade e na geração de energia, tanto hidroelétrica quanto térmica. Já a construção civil enfrentou uma queda de 2,2%, influenciada pela desaceleração das obras de infraestrutura e pelo impacto das altas taxas de juros que afetaram a demanda por novos projetos de construção.
O cenário geral do PIB de Minas Gerais ilustra um estado em transformação, que, apesar de enfrentar desafios, mostra resiliência e capacidade de recuperação em setores estratégicos da economia.
