Novas Revelações da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (7), mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos da ação está o presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira, do Piauí, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência em Brasília e em outros endereços no Piauí. O irmão de Ciro, Raimundo Nogueira, também é alvo da operação.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, segundo informações obtidas pela jornalista Ana Flor, a PF aponta que o senador teria atuado em favor do banqueiro em troca de vantagens econômicas indevidas. O caso de Ciro Nogueira, conforme apurado, se destaca por possuir uma quantidade significativa de indícios que justificam a investigação.
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O g1 tentou contato com o senador, mas até o fechamento desta matéria não recebeu resposta.
Mandados e Prisões
No total, a PF cumpre 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, em estados como Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. As informações do blog da Camila Bomfim, no g1, revelam que o alvo de prisão é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, que foi detido nesta manhã em Minas Gerais.
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A decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, ainda autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam aproximadamente R$ 18,85 milhões. O magistrado destacou a existência de indícios que sugerem a prática de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.
Ciro Nogueira como ‘Destinatário Central’
Investigações da PF indicam que Ciro Nogueira seria o “destinatário central” das vantagens indevidas relacionadas a Daniel Vorcaro. Os investigadores sugerem que o senador teria utilizado seu mandato em benefício dos interesses do dono do Banco Master, conforme relatado na decisão judicial que fundamentou a operação.
Em relação a transações financeiras, os detalhes levantados pela investigação mostram que Ciro Nogueira teria recebido pagamentos mensais frequentes e até mesmo participado de aquisições de ações com descontos significativos, além do pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. Também há indícios de que o senador teria recebido quantias em dinheiro vivo.
Um exemplo destacado na decisão de Mendonça foi o suposto pagamento de R$ 1 milhão por ações de uma empresa vinculada a Vorcaro, que, conforme avaliação, teriam valor estimado em R$ 13 milhões. Segundo informações do blog da jornalista Andréia Sadi, a PF identificou que Ciro Nogueira poderia ter recebido uma espécie de “mesada” proveniente de Vorcaro.
