Crescimento surpreendente impulsiona o setor hoteleiro na capital mineira
O Carnaval de Belo Horizonte se destacou em 2026 como um dos principais motores da hotelaria local, estabelecendo um novo recorde histórico ao registrar uma taxa de ocupação de 80,1%. Essa marca representa um salto significativo em relação aos 68,9% registrados três anos atrás, destacando uma trajetória de crescimento que também se refletiu nos 76,6% apurados no Carnaval do ano anterior.
Os dados que respaldam esse resultado foram fornecidos pela MVS Consultoria e demonstram um impacto financeiro robusto, com empresas do setor reportando um aumento de até 33% no faturamento em comparação ao ano anterior. Essa evolução mostra que o evento não é apenas uma celebração cultural, mas também uma oportunidade econômica para a cidade.
O setor hoteleiro teve seu desempenho impulsionado especialmente pela região Centro-Sul, que atingiu um pico de 92,3% de ocupação durante o fim de semana de folia, resultando em uma média geral de 85,6%. Por sua vez, as áreas de Pampulha e Vetor Norte também mostraram resultados animadores, com picos de 85,4% e uma média de ocupação de 74,6%. Todos os índices superaram os resultados dos carnavais nos últimos três anos.
Segundo Maarten van Sluys, consultor estratégico em hotelaria, o Carnaval de 2026 representa a quinta edição consecutiva deste evento no período pós-pandemia, o que simboliza o auge de um processo de maturação para a festividade. Van Sluys explica que o evento passou por uma curva de aprendizado, solidificando seu caráter seguro, saudável e inclusivo, além de oferecer uma diversidade de gêneros musicais que atraem diferentes públicos.
O crescimento contínuo do Carnaval de BH tem chamado a atenção do setor hoteleiro, que já planeja estratégias operacionais e comerciais para o evento, bem como ações de marketing. “É um evento muito rentável para os hotéis, apesar dos desafios impostos pela diversidade do público. São três dias de faturamento elevado em um mês que normalmente é fraco para o setor, pois a demanda corporativa é praticamente inexistente”, destaca o consultor.
Embora a região central tenha alcançado um pico de ocupação considerável, isso não significa que haja uma falta de demanda ao longo do ano. De acordo com o especialista, a hotelaria em Belo Horizonte consegue atingir taxas médias superiores a 90% em apenas 12 a 15 dias anualmente. Isso demonstra que a cidade possui um mercado hoteleiro robusto, com demanda consistente em períodos determinados.
Em 2026, também se evidenciou uma melhor distribuição de blocos e eventos, o que elevou a demanda em áreas como Pampulha e Vetor Norte, ajudando a equilibrar a oferta hoteleira na cidade. Van Sluys ressalta que é crucial ter uma distribuição mais equilibrada da demanda entre as diversas regiões. “Precisamos descentralizar a ocupação para que ela seja mais bem distribuída na cidade”, conclui o consultor.
