Keiko Fujimori lidera contagem na eleição presidencial peruana
A candidata de direita Keiko Fujimori aumentou sua vantagem sobre o adversário de esquerda Roberto Sánchez na corrida presidencial do Peru, conforme a apuração dos votos segue de forma lenta e detalhada. Nesta segunda-feira (11), Keiko registrava 50,051% dos votos, com uma diferença de pouco mais de 18.300 votos em relação a Sánchez, que tinha 49,949%, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe).
Até o momento, 98,59% das urnas foram contabilizadas, mas as autoridades eleitorais alertam que o resultado oficial pode levar dias ou até semanas para ser divulgado, devido à complexidade e à contestação presente nesta eleição, uma das mais disputadas da história do país.
Recontagem e suspeitas marcam fase final da eleição
Desde a última quinta-feira, o Onpe realiza a revisão das cédulas contestadas do segundo turno, ocorrido em 7 de junho. Durante o fim de semana, Roberto Sánchez visitou a região andina de Cusco, um de seus principais redutos, onde manifestou “suspeitas” sobre o processo de recontagem dos votos. Na semana anterior, ele também solicitou a anulação de cerca de 400 mil votos vindos do exterior, alegando irregularidades no transporte, pedido este que foi negado pelas autoridades eleitorais.
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Nos últimos dias, apoiadores de Sánchez promoveram manifestações pacíficas em Lima para defender o voto popular, atendendo ao chamado do candidato. Enquanto isso, missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia destacaram que a votação ocorreu dentro da normalidade e recomendaram que o país aguarde os resultados oficiais diante da disputa apertada.
Contexto político e impacto econômico na disputa presidencial
Roberto Sánchez, que conta com o apoio do ex-presidente de esquerda Pedro Castillo — condenado a 11 anos de prisão por tentar dissolver o Congresso e assumir poderes extraordinários em 2022 —, tem causado inquietação no mercado financeiro. A semana passada registrou uma recuperação dos mercados, impulsionada pelo avanço de Keiko Fujimori após uma fase de instabilidade antes da eleição. Investidores temem que as políticas propostas por Sánchez possam afetar a estabilidade econômica do país, contribuindo para a volatilidade observada nos mercados de ações e câmbio.
