Avanço tecnológico no Cefet-MG
O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) inaugurou, no dia 15, seu novo Centro de Computação de Alto Desempenho (CCAD), um marco para o fortalecimento da pesquisa científica no estado. Com investimento de R$ 1,5 milhão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do programa Proinfra e com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), essa infraestrutura foi projetada para atender demandas complexas em inteligência artificial, modelagem computacional, análise de grandes volumes de dados e simulações numéricas.
Impacto no desenvolvimento científico e inovação
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou da inauguração e destacou que o CCAD representa um avanço significativo para a democratização do acesso a recursos tecnológicos robustos em uma instituição multicampi como o Cefet-MG. “Estamos investindo em uma infraestrutura que fortalece a pesquisa, a inovação e a formação de talentos. O CCAD amplia as possibilidades de colaboração científica e contribui para o desenvolvimento tecnológico do País”, afirmou. Essa estrutura permitirá que pesquisadores e estudantes acessem remotamente os recursos computacionais, ampliando a colaboração e o desenvolvimento de pesquisas de ponta.
Conrado Rodrigues, vice-diretor do Cefet-MG, ressaltou que a nova estrutura reforça a vocação tecnológica da instituição e amplia as condições para participação em projetos estratégicos nacionais. Já Wadson Ribeiro, gerente do Departamento Regional Sudeste da Finep, lembrou que os investimentos públicos em ciência e tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e que a recomposição do FNDCT ampliou significativamente os recursos destinados a universidades e pesquisadores em todo o País.
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Inovação social e sustentabilidade na agricultura familiar
Em outro destaque, uma tecnologia fruto da cooperação entre Brasil e Alemanha apresenta potencial para transformar a rotina de pequenos produtores rurais. O biodigestor EkoBioGás converte resíduos agropecuários, como esterco e restos vegetais, em gás de cozinha e biofertilizante, com baixo custo, fácil operação e manutenção. O projeto, apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio da Finep, já está em uso em municípios do Nordeste e pode ser ampliado para outras regiões.
Especialistas ressaltam que o equipamento promove uma fonte local de energia limpa e insumos agrícolas, reduzindo custos e a dependência de recursos externos. Além disso, o biodigestor contribui para a redução das emissões de metano e diminui o uso de lenha, alinhando-se à agenda nacional de transição energética e economia de baixo carbono.
Potencial de expansão e cooperação internacional
A tecnologia do EkoBioGás tem despertado interesse global, sendo utilizada em países da África e em diálogo com outras nações como a Colômbia. Representantes do projeto defendem a criação de estratégias conjuntas entre instituições de ciência, assistência técnica e órgãos financeiros para ampliar a adoção da tecnologia, incluindo linhas de crédito e capacitação técnica para agricultores familiares.
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O Consul Honorário da Alemanha no Rio Grande do Norte, Alex Geppert, destacou o impacto da iniciativa ao transformar a realidade de comunidades rurais e a cooperação internacional que ela representa. O representante da In Plantar Meio Ambiente & Engenharia Ltda, Josenberg Rocha Junior, enfatizou que os créditos de carbono gerados pelo projeto podem ajudar a custear a manutenção dos biodigestores, garantindo sua sustentabilidade e acessibilidade.
Integração com políticas públicas e próximos passos
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) sinaliza o interesse em integrar a tecnologia às políticas públicas existentes, como crédito rural e assistência técnica, para ampliar seu alcance. O coordenador-geral de Pesquisa, Inovação e Patrimônio Genético do MDA, Zaré Augusto Brum Soares, salientou a importância de pensar em estratégias para escalar a tecnologia, articulando ações conjuntas com o MCTI e demais parceiros para implementar projetos-piloto e capacitações técnicas.
Assim, tanto o CCAD do Cefet-MG quanto a tecnologia do biodigestor EkoBioGás demonstram como investimentos em infraestrutura e inovação tecnológica podem gerar impactos concretos na pesquisa, na sustentabilidade ambiental e no desenvolvimento socioeconômico, conectando ciência ao cotidiano e às necessidades reais do Brasil.
