Inovação no setor sucroalcooleiro
A CASE Construction Equipment, marca da CNH Industrial, está desenvolvendo a primeira pá carregadeira do mundo movida a etanol. O modelo 721E foi criado na fábrica da empresa em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, e representa um avanço tecnológico significativo para o setor sucroalcooleiro.
Baseada em uma plataforma já consolidada, muito utilizada por usinas de produção de etanol, a máquina foi adaptada para atender às necessidades específicas desse segmento. Atualmente, ela passa por testes na área de experimentos da empresa em Sarzedo e será apresentada como conceito nos próximos meses, com previsão de comercialização para meados de 2029.
Desempenho e sustentabilidade
O funcionamento da pá carregadeira deve ser equivalente aos modelos tradicionais, realizando as mesmas tarefas com igual velocidade. A principal alteração está no motor, que foi substituído por um N67 de 6 cilindros, ciclo Otto, com potência de 172hp, adaptado para operar com etanol.
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Embora o consumo de combustível ainda esteja em avaliação, o gerente de produto da CNH, Anderson Nascimento, destaca que os testes iniciais indicam resultados promissores, com consumo até menor do que o previsto. Dentro das usinas, essa inovação pode representar uma economia significativa e reforçar a sustentabilidade das operações.
Segundo Nascimento, a substituição do diesel pelo etanol elimina a dependência do transporte constante de combustível, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a cadeia produtiva local. “Se uma usina produz etanol e depende do diesel para alimentar suas máquinas, essa solução representa uma oportunidade singular”, afirma.
Além disso, a dependência global do diesel pode gerar riscos operacionais. O uso do etanol, disponível internamente nas usinas, oferece uma alternativa mais barata e confiável, com potencial para reduzir custos operacionais que hoje variam entre 16% e 20% devido ao diesel.
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Detalhes técnicos e impacto ambiental
Entre as características específicas do equipamento, destacam-se pneus maiores e uma caçamba adaptada com capacidade de 6m³, projetada para facilitar o carregamento de bagaço de cana por meio de furos que dissipam o ar.
A CASE reforça que, além da eficiência operacional, a pá carregadeira movida a etanol contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, fortalecendo o uso de uma matriz energética renovável no setor sucroalcooleiro.
Compromisso com a descarbonização
Essa iniciativa está alinhada à estratégia da Case IH, outra marca da CNH Industrial, que desenvolve um portfólio de máquinas movidas a etanol para apoiar a agricultura regenerativa e a descarbonização do agronegócio. Projetos inteiramente brasileiros, como a colhedora de cana Austoft 9000 e o trator Puma 230, já oferecem desempenho equivalente às máquinas a diesel, evidenciando o potencial do etanol como combustível sustentável.
