Boletim InfoGripe Revela Alta nos Casos de SRAG
A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada na última quinta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), evidencia um preocupante aumento nas notificações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. Esse crescimento é atribuído ao período sazonal, caracterizado pela maior circulação do vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR).
De acordo com o levantamento, a elevação nos registros era esperada nesta época do ano, com uma intensificação prevista para meados de maio. Contudo, a circulação do vírus influenza A começou mais cedo em 2026, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Como resultado, alguns estados dessa parte do país já indicam uma queda nos casos confirmados da doença.
Em contrapartida, a Região Sul, bem como algumas unidades do Norte, como Acre, Rondônia e Roraima, e do Sudeste, incluindo São Paulo e Espírito Santo, além de Alagoas, continuam a observar um aumento nos casos de SRAG associados à influenza A. Essa situação é alarmante e gera preocupação entre autoridades de saúde e especialistas.
O boletim ainda destaca um crescimento nas ocorrências de SRAG provocadas pelo VSR, um vírus que impacta, em sua maioria, crianças com menos de dois anos. Esse aumento foi identificado em estados de todas as regiões, como Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os dados sugerem uma ampla disseminação do vírus pelo território nacional.
No entanto, há exceções: Acre, Goiás, Roraima e Rondônia apresentam sinais de queda nos casos de VSR. Outros estados, como Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins, apresentam um cenário de estabilidade ou oscilações.
É importante ressaltar que os casos de SRAG relacionados à Covid-19 estão apresentando uma tendência de alta apenas nos estados do Ceará e Maranhão.
Cenário Geral da SRAG no Brasil
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Com exceção de Paraná e São Paulo, todas as unidades da federação estão apresentando incidências de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. A análise revela que, em diversas dessas regiões, as tendências de longo prazo indicam um crescimento contínuo. Os estados que mais se destacam nesse sentido são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre as capitais, 18 delas estão registrando atividades de SRAG em níveis alarmantes, com tendência de crescimento na longo prazo. Entre as cidades afetadas estão Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).
Segundo o InfoGripe, em grande parte dessas capitais, o aumento nas internações por SRAG se dá principalmente entre crianças menores de dois anos. As cidades de Maceió, Palmas e Campo Grande chamaram atenção pela alta de casos também entre idosos.
Dados sobre a Prevalência dos Vírus
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Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
- 28,9% de influenza A
- 3,7% de influenza B
- 38% de VSR
- 26,8% de rinovírus
- 3,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos agentes foi:
- 49,2% de influenza A
- 4,3% de influenza B
- 7,8% de VSR
- 19,5% de rinovírus
- 14,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Os dados coletados pelo InfoGripe têm como base as informações inseridas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizadas até 2 de maio, e referem-se à Semana Epidemiológica (SE) 17. A situação exige atenção e vigilância constante, especialmente em um período em que os casos de doenças respiratórias estão em ascensão.
