Empresas se preparam para aumento nas vendas
Embora a seleção brasileira não tenha a certeza do hexacampeonato, as esperanças em relação ao crescimento do mercado de drinques prontos para consumo, conhecidos como ready to drink (RTDs), são altas durante a Copa do Mundo. As fabricantes, que conquistaram o paladar dos consumidores em Belo Horizonte nos últimos anos, estão traçando estratégias que incluem lançamentos de produtos, parcerias e campanhas promocionais para alavancar as vendas no período de jogos.
Sthella Lima, fundadora da Xá de Cana, marca que se destaca com sua bebida composta de cachaça, caldo de cana e limão, prevê um crescimento de pelo menos 30% nas vendas durante os meses de junho e julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. “Como ainda não estávamos no mercado em 2022, ano da última Copa, não podemos usar o torneio do Catar como comparação”, explica a empresária.
Para aproveitar a atmosfera festiva deste ano, a Xá de Cana planeja lançar um drinque sem álcool, que deverá estar disponível em 400 pontos de venda na capital mineira, incluindo supermercados, bares e restaurantes, a partir de junho, próximo ao início do Mundial. “Acreditamos que a Copa do Mundo é um momento ideal para essa novidade. O drinque não alcoólico atende a uma tendência de consumo, especialmente entre a geração Z, que busca hábitos mais saudáveis. Com isso, pretendemos alcançar um público que ainda não está conosco”, comenta Sthella, que vem se consolidando no mercado de bebidas prontas desde 2024.
O faturamento da Xá de Cana alcançou cerca de R$ 2 milhões em 2025, e a expectativa para 2026 é de um crescimento de 30% em relação ao ano passado. A produção da empresa também está em expansão, com uma meta de aumentar em 20% a capacidade produtiva, que atualmente é de 25 mil latas mensais, sempre mantendo a qualidade nas latas de 355 mililitros.
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Sidra artesanal se prepara para triplicar vendas
Outro empreendimento que busca se destacar durante a Copa é a Manza, sidra artesanal criada por Hélio Josengler, que se destaca pelo uso de maçã e limão-siciliano. O mestre sidreiro vê oportunidades claras na demanda que o evento poderá gerar.
“A Manza não é uma bebida mista; o álcool é resultado da fermentação natural da maçã. Por isso, temos um posicionamento mais gastronômico, com um consumo concentrado em bares e restaurantes, o que deverá ser estimulado pela presença de torcedores durante os jogos”, afirma Josengler, que já atua no mercado há dois anos e possui presença em cerca de 50 estabelecimentos na região.
Para maximizar as vendas durante o torneio, a estratégia será estabelecer parcerias com bares e restaurantes. “Planejamos ações promocionais, como rodadas duplas e drinques de cortesia. Estamos esperando o cronograma dos nossos parceiros para alinhar as iniciativas”, explica ele.
A Manza, que possui uma produção média de três mil litros mensais, registrou um crescimento de 200% nas vendas no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do último ano. Durante a Copa, a meta é triplicar as vendas em relação a junho e julho do ano anterior.
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Aposta em lifestyle: Lambe Lambe vai além dos drinques
A Lambe Lambe, que também está se preparando para a Copa, ampliará seu relacionamento com os consumidores por meio de ações inovadoras. Kalinka Campos, sócia e diretora de Comunicação e Estratégia, revelou que a marca lançará uma camisa temática, adicionando uma nova dimensão ao portfólio de bebidas.
A pré-venda está prevista para ser iniciada em 30 de maio, duas semanas antes do evento, e as camisas estarão disponíveis em suas três unidades em Belo Horizonte e na loja do Rio de Janeiro. “Esperamos um aumento de 15% na capacidade produtiva durante os meses de junho, julho e agosto, com a possibilidade de um incremento extra caso a demanda em junho seja positiva”, destaca Kalinka.
A expectativa de vendas durante a Copa é impressionante, com projeção de 115% de aumento em comparação ao torneio de 2022, um ano marcado pela recuperação pós-pandemia. Kalinka lembra que o cenário do último Mundial foi de um mercado em reposicionamento, diferente do que se espera para esta edição.
A Lambe Lambe, que atua no segmento de RTDs desde 2019, tem se destacado por suas bebidas feitas com frutas naturais e sem conservantes. Durante o Carnaval deste ano, a marca alcançou um faturamento recorde de R$ 1,8 milhão, representando 45% de sua arrecadação anual, que é estimada em cerca de R$ 4 milhões.
Jogos da seleção brasileira são impulso para vendas
O calendário de jogos da seleção brasileira, segundo Pedro Junqueira, sócio-fundador da Vanfall Destilaria, será um fator determinante para o aumento nas vendas dos drinques prontos. As duas primeiras partidas da fase de grupos estão marcadas para os dias 13 e 19 de junho, um cenário que promete elevar o consumo. “Esses dias são tradicionalmente marcados por um alto índice de vendas, e a presença de torcedores nos estabelecimentos deve intensificar ainda mais essa tendência”, explica Junqueira.
A expectativa de um volume de vendas comparável ao Carnaval é alta, já que a praticidade dos RTDs tem conquistado os consumidores. A Vanfall, que entrou no mercado de bebidas prontas no início de 2023, já possui quatro rótulos, com o Rubi, feito com gin, vinho branco e frutas vermelhas, liderando as vendas.
