Preparação antecipada para o período sazonal de arboviroses
Minas Gerais já está em alerta para o próximo período de maior incidência de arboviroses, com ações que combinam investimentos, tecnologia e mobilização dos gestores e profissionais de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) tem focado em estratégias para diminuir casos e óbitos causados por dengue, chikungunya e zika. O secretário Fábio Baccheretti destacou essas medidas durante coletiva realizada no dia 28 de outubro, no Auditório JK da Cidade Administrativa.
Com a previsão do fenômeno El Niño, que traz chuvas intensas e calor, o estado se prepara para um possível aumento dos casos dessas doenças. O foco está no fortalecimento da vigilância epidemiológica antes da chegada das chuvas, ambiente propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti.
Redução de letalidade e investimentos robustos
O secretário ressaltou que a maioria dos óbitos por dengue e chikungunya poderia ser evitada com tratamento precoce e hidratação adequada. Em 2026, Minas Gerais comemora o menor índice de letalidade pela dengue dos últimos três anos, resultado das ações coordenadas de prevenção, monitoramento e capacitação dos profissionais de saúde municipais.
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Desde 2023, o estado investiu cerca de R$ 300 milhões no enfrentamento das arboviroses. Esse montante abrange vigilância, monitoramento, compra de medicamentos e insumos, controle do mosquito, apoio aos municípios e reforço da capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados epidemiológicos e vacinação
Entre janeiro e outubro de 2026, foram confirmados 48.403 casos de dengue em Minas Gerais, com 52 óbitos. Para chikungunya, o estado registrou 15.384 casos e seis mortes. O vírus Zika teve 13 casos confirmados, sem registros de óbitos até o momento.
Em 2025, foram aplicadas 441.433 doses da vacina contra dengue em crianças de 10 a 14 anos no estado. De janeiro a outubro de 2026, esse número subiu para 612.997 doses aplicadas no público elegível. O secretário Baccheretti também destacou a expectativa positiva sobre o estudo da vacina do Instituto Butantan, que pode acelerar a imunização da população assim que aprovada.
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Inovação com VigiDrones no controle do Aedes aegypti
Uma das iniciativas mais recentes é a Política VigiDrones, que utiliza tecnologia avançada para ampliar o monitoramento do mosquito transmissor. Foram investidos cerca de R$ 30,5 milhões para serviços de geomonitoramento por drones, que identificam, mapeiam e tratam possíveis criadouros do Aedes aegypti.
Segundo Baccheretti, os drones são fundamentais para alcançar áreas de difícil acesso, otimizando o trabalho dos agentes comunitários. Eles detectam caixas d’água destampadas, lotes com entulhos e aplicam larvicida em locais inacessíveis manualmente.
Até maio de 2026, com o segundo ciclo de monitoramento concluído, foram mapeados 497 mil hectares em áreas urbanas, identificando mais de 330 mil pontos de interesse para intervenções. Essa tecnologia reforça o combate às arboviroses, promovendo ações mais eficientes e direcionadas.
