Preparação para o método Wolbachia em Contagem
Contagem está se preparando para implementar o Método Wolbachia, uma estratégia inovadora que complementa a prevenção e o controle das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os chamados “wolbitos” são mosquitos infectados com uma bactéria capaz de reduzir significativamente a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Engajamento comunitário como base da iniciativa
Desde outubro, a cidade iniciou a fase de engajamento comunitário para aproximar essa iniciativa da população. O objetivo é ampliar o acesso a informações e promover um diálogo aberto com as comunidades envolvidas. A mobilização social, a comunicação em saúde, a articulação entre diferentes setores e a capacitação dos profissionais são etapas essenciais antes da primeira soltura dos mosquitos, prevista para dezembro de 2026.
As ações envolvem equipes das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, junto com os administradores das oito regionais do município. Profissionais que atuam diretamente nas regiões selecionadas intensificam o contato com os moradores, buscando atingir pelo menos 40% da população mapeada.
Leia também: Minas Gerais em Alerta Máximo: Entenda o Crescimento da Dengue e seus Desafios na Saúde Pública
Leia também: Vacinação Contra Dengue em Minas Gerais: Protegendo Profissionais de Saúde
Como funciona o Método Wolbachia
Wolbachia é uma bactéria que ocorre naturalmente em vários insetos. Quando presente no Aedes aegypti, dificulta a multiplicação dos vírus dentro do mosquito, diminuindo sua capacidade de transmissão. Com a reprodução entre os wolbitos e os mosquitos locais, a bactéria se propaga na população de vetores ao longo do tempo, tornando o controle das arboviroses mais eficiente.
Importante destacar que os mosquitos usados no projeto não são transgênicos; não passam por nenhuma alteração genética. Além disso, a bactéria Wolbachia não causa doenças. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduz essa iniciativa em parceria com o Ministério da Saúde (MS).
Reforço no cuidado tradicional e produção local dos wolbitos
Segundo Julia Ribeiro, apoiadora institucional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a tecnologia fortalece as ações municipais já existentes. Ela ressalta a importância de a população entender o método e ter acesso a informações confiáveis, pois essa estratégia complementa as medidas de prevenção já adotadas para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
Leia também: Saúde Destina R$ 900 Mil para Combate ao Chikungunya em Dourados
Leia também: Prefeitura do Rio intensifica ações de combate à dengue em diversas regiões
Fonte: decaruaru.com.br
Mesmo com a introdução dessa tecnologia, os cuidados tradicionais devem continuar. É fundamental eliminar água parada em recipientes, manter caixas d’água bem vedadas e descartar corretamente materiais que possam virar criadouros do mosquito.
Contagem vai contar ainda com uma biofábrica local para a criação e produção em larga escala dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia. Essa estrutura integra o processo desde a criação até a soltura, prevista para dezembro de 2026, reforçando o controle das arboviroses no município.
