Investigação aponta fraude milionária em Belo Horizonte e Contagem
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou a Operação Máscara Oculta para combater um esquema de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa nas regiões de Belo Horizonte e Contagem. Na manhã de 5 de agosto, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos, revelando que empresas investigadas movimentaram mais de R$ 15 milhões em operações fraudulentas.
Como funcionava o esquema
Segundo as apurações conduzidas pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) – Regional de Varginha, os criminosos criavam perfis falsos em redes sociais para atrair investidores. As vítimas eram adicionadas a grupos de mensagens e orientadas a realizar depósitos em empresas que se apresentavam como gestoras do mercado financeiro, mas que na verdade serviam apenas como fachada.
Essas empresas eram constituídas em nome de terceiros como titulares formais, operavam por curto período e utilizavam nomes atraentes para dar a impressão de legitimidade no mercado financeiro. Mentores utilizavam identidades falsas para enganar as vítimas, enquanto outros membros do grupo atuavam como supostos investidores bem-sucedidos para incentivar novos aportes financeiros.
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Movimentação financeira e continuidade do golpe
Após receber os depósitos, os investigados realizavam diversas transferências e encerravam as empresas, impossibilitando o saque pelas vítimas, que percebiam o golpe. Em seguida, os criminosos reiniciavam o esquema com novos perfis e empresas fictícias. Uma das empresas, que funcionou por cerca de dois meses, recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos.
Embora o número exato de vítimas ainda seja desconhecido, as autoridades continuam apurando os valores totais movimentados, que já ultrapassam R$ 15 milhões. A operação contou com a participação de dois promotores de Justiça, um delegado de Polícia e 26 policiais militares.
Integração entre órgãos de segurança e Justiça
A ação foi realizada pela UCC – Regional de Varginha, com apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos de Varginha. Em coletiva, os promotores Daniel Ribeiro Costa e Igor Serrano Silva, o delegado Pedro Paulo Marques e o capitão Rafael Veríssimo detalharam os desdobramentos da operação.
