Audição de Todos: Democratizando o Acesso à Saúde Auditiva
Recentemente, uma pesquisa do Instituto Locomotiva revelou que cerca de 10,7 milhões de brasileiros enfrentam algum tipo de deficiência auditiva, e alarmantes 87% desse grupo não utilizam aparelhos auditivos. Diante desse cenário, a franquia Audição de Todos surgiu com a missão de oferecer aparelhos auditivos de qualidade a preços acessíveis.
A Audição de Todos é uma Empresa Parceira Tática (EPT) do Grupo Todos Internacional, sediado em Ipatinga, no Vale do Aço. Este grupo é composto por várias empresas que visam melhorar a qualidade de vida da população ao democratizar o acesso a serviços de saúde e bem-estar. Entre as iniciativas do grupo, destaca-se o Cartão de Todos, que já conta com mais de 20 milhões de clientes, além do AmorSaúde, uma rede de clínicas médico-odontológicas com mais de 500 unidades espalhadas pelo Brasil.
Em janeiro, a Audição de Todos abriu sua 10ª unidade, localizada na primeira unidade em São Paulo. A fundadora e CEO da empresa, Danielle Guieiro, relata que a ideia para o negócio surgiu de uma experiência pessoal, quando sua avó começou a apresentar perda auditiva. “Quando minha avó começou a perder a audição, isso a levou a um quadro depressivo, pois ela não conseguia se comunicar. Foi nesse momento que comecei a investigar o impacto da perda auditiva no cognitivo e descobri que 32% dos casos de demência estão associados a essa condição”, explica.
Danielle ainda destaca que a reabilitação auditiva vai além da simples restauração da audição, pois envolve a retomada de relacionamentos sociais. “Quando isso aconteceu com a minha avó, percebi que, se eu conseguisse uma negociação justa, poderia ajudar muitas pessoas. O mercado de aparelhos auditivos é inflacionado, tornando a compra inviável para a maioria. Foi com esse propósito que começamos a vender os aparelhos dentro do AmorSaúde”, relembra a CEO.
Expansão da Franquia em um Mercado em Crescimento
A abertura da unidade em São Paulo marca o início de um novo ciclo de expansão para a franquia, que tem sede em Belo Horizonte. Com unidades já estabelecidas em Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, a meta é aumentar o número de unidades para 100 nos próximos cinco anos, focando em capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes.
O plano de expansão está alinhado com a tendência global de crescimento do mercado de aparelhos auditivos. Um relatório da Towards Healthcare indica que esse mercado movimentou aproximadamente US$ 10,42 bilhões em 2025, com previsões de crescimento para US$ 18,74 bilhões até 2034.
No Brasil, essa tendência é reforçada pelo envelhecimento da população. Projeções do IBGE apontam que, até 2030, o país terá mais idosos (60 anos ou mais) do que jovens (0 a 14 anos). Além disso, o uso excessivo de fones de ouvido em volumes elevados é um fator que contribui para a perda auditiva. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que mais de um bilhão de jovens estão em risco devido a esses hábitos prejudiciais.
Compromisso com Acessibilidade e Tecnologia
O balanço do terceiro trimestre de 2025, divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), mostra que o segmento de saúde, beleza e bem-estar foi o segundo em crescimento de faturamento, com um aumento de 13,1% comparado ao mesmo período de 2024.
A Audição de Todos se compromete a oferecer preços mais baixos do que os praticados pelo mercado, além de condições de pagamento facilitadas, que podem chegar a 24 vezes. A rede tem o objetivo de atender todas as necessidades dos pacientes, oferecendo não apenas a venda de aparelhos, mas também exames e serviços de assistência.
O investimento médio para abrir uma unidade da franquia é de R$ 330 mil. Danielle Guieiro enfatiza que, “este é um mercado de tecnologia, não apenas um bem de consumo. A inteligência artificial está prestes a transformar o setor e a vida das pessoas. Acredito que, em breve, um surdo conseguirá ouvir melhor do que um ouvinte comum. Escolhemos uma marca norueguesa e oferecemos um serviço completo. O médico prescreve a necessidade do aparelho, mas somos nós quem ajudamos na escolha do modelo e nos ajustes. É importante destacar que a perda auditiva não se resume a volume, mas sim ao ajuste das frequências, o que significa que a calibração do aparelho varia de pessoa para pessoa”, finaliza a CEO.
