Um Encontro de Cultura e Tecnologia
Em um ambiente onde o cafezinho é passado na hora e o pão de queijo é servido quentinho, a Casa Minas fez sua estreia no South by Southwest 2026, trazendo a essência da cultura de Minas Gerais a Austin. Com música mineira ao fundo e diálogos que aliam tradição e tecnologia, o espaço foi criado para promover encontros que refletem as características marcantes do estado. A Casa Minas não apenas apresenta a riqueza cultural, mas também enfatiza o desenvolvimento e a visão de futuro que fazem parte do cotidiano mineiro.
A abertura da Casa Minas coincidiu com o Minas Day, um evento que destacou o estado na programação oficial do festival. Durante esse dia, quatro painéis reuniram líderes globais e representantes de instituições mineiras para debater temas como transição energética, minerais críticos, inteligência artificial e economia criativa, um verdadeiro reflexo das preocupações contemporâneas.
Casa Minas: Um Espaço de Intercâmbio Cultural
Enquanto os debates ocorriam no festival, a Casa Minas se apresentou como um ambiente onde arte e negócios se entrelaçam. A proposta é criar um retrato contemporâneo de Minas Gerais, um estado que integra tradição, inovação e criatividade em suas múltiplas expressões. “A presença de Minas Gerais no South by Southwest é parte de uma estratégia de posicionamento internacional. A Casa Minas foi desenhada para mostrar ao mundo o que temos de mais autêntico: nossa cultura, nossa música e nossa gastronomia,” afirmou Bárbara Botega, secretária de Estado de Cultura e Turismo.
Na programação artística, a diversidade da cultura mineira se destaca com apresentações de artistas consagrados e novos talentos. O grande destaque deste domingo foi a apresentação de Toninho Horta, um ícone do Clube da Esquina. No palco da Casa Minas, o músico encantou o público internacional com clássicos como ‘Durango Kid’ e ‘Beijo Partido’, além de uma versão solo de ‘Moon River’, demonstrando a riqueza musical que Minas Gerais tem a oferecer.
Novos Talentos e Expressões da Cultura Mineira
A nova cena musical mineira também teve espaço de destaque. Nath Rodrigues, cantora e compositora premiada, se apresentou no after de sábado e agendou uma nova performance nesta segunda (15/03). A artista, que é multi-instrumentista, trouxe ao festival seu show ‘Cordas Gerais’, em uma formação de duo com Acauã Rane, unindo berimbau, guitarra, violino e baixo elétrico em uma sonoridade que mistura poesia e ritmos brasileiros com toques contemporâneos.
Outro momento emocionante foi a participação do grupo Favelinha Dance, oriundo do Aglomerado da Serra em Belo Horizonte. O coletivo, que já se apresentou em grandes centros internacionais, trouxe coreografias inspiradas no funk e nas danças urbanas, expressões da cultura periférica brasileira. O Favelinha Dance fez sua estreia na Casa Minas e ainda tem um desfile agendado para o último dia do festival.
Uma Experiência Sensorial: Artes Visuais e Gastronomia
As artes visuais também marcaram presença na Casa Minas, com intervenções de muralismo ao vivo do artista Sérgio Iron, que esteve criando uma obra que interage com a vibrante atmosfera do festival. Além disso, a gastronomia mineira foi uma atração à parte. Sob a curadoria dos chefs Carol Fadel e Yves Saliba, o espaço ofereceu aos visitantes uma experiência gastronômica autêntica, começando pelo tradicional café da manhã mineiro repleto de quitandas, cafés especiais e queijos artesanais. Além disso, reinvenções contemporâneas de pratos clássicos mineiros, acompanhados por cachaças de origem, destacaram ainda mais a rica culinária do estado.
A Casa Minas não é apenas um espaço físico, mas um verdadeiro convite para descobrir e experienciar a cultura mineira em sua totalidade. Através de uma programação rica e diversificada, o estado se posiciona como um elo entre tradição e inovação, mostrando que a cultura mineira é um ativo estratégico para o turismo e o desenvolvimento de parcerias e novos negócios.
