Impacto Fatal e Evacuação Segura
Informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros indicam que cinco pessoas estavam a bordo da aeronave no momento do acidente. De acordo com os relatos, o piloto, o copiloto e um passageiro não resistiram aos ferimentos, enquanto outros dois ocupantes ficaram gravemente feridos e foram levados ao Hospital João XXIII.
Felizmente, não houve vítimas entre os moradores do prédio. Todos foram retirados em segurança pelos bombeiros, que chegaram ao local antes das 14h.
“A aeronave colidiu entre o terceiro e o quarto andar, atingindo a caixa de escada. Se tivesse impactado nas laterais, poderia ter afetado apartamentos ocupados”, informou o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros. Ele também ressaltou que a estrutura da aeronave foi projetada para dentro da escada, evitando danos maiores.
O acidente ocorreu em uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais artérias da capital mineira.
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Segundo familiares dos ocupantes, a aeronave decolou de Teófilo Otoni e fez uma parada em Belo Horizonte antes de seguir para o aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo.
Estragos Visíveis e Mobilização de Emergência
Após o impacto, o edifício sofreu danos significativos, com a construção apresentando um grande buraco em sua estrutura. Os moradores foram evacuados com o apoio do Corpo de Bombeiros, que mobilizou quatro viaturas para gerenciar a situação e prevenir riscos, como explosões ou desabamentos adicionais.
A aeronave, um modelo EMB-721C fabricado em 1979, caiu no estacionamento do prédio. O piloto havia comunicado à torre de controle do Aeroporto da Pampulha sobre dificuldades na decolagem.
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Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião possui capacidade para cinco passageiros além do piloto e um peso máximo de decolagem de cerca de 1.633 quilos. Vale destacar que a aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo, o que a tornava inabilitada para transporte comercial de passageiros.
investigação em Andamento
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionadas para investigar as causas do acidente. O Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) está no local coletando dados e preservando elementos que possam auxiliar na apuração.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também se juntou às investigações sobre as circunstâncias da queda, que ocorreu na tarde de segunda-feira (4). Até o momento, confirma-se que cinco pessoas estavam a bordo do monomotor durante o incidente. O rabecão e a perícia foram enviados ao local, e os corpos do piloto e de um passageiro que faleceu serão levados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para os devidos exames.
Testemunhos Impactantes
Avani Soares, uma moradora do prédio afetado, descreveu a cena com preocupação. “Eu pensei que o mundo tinha acabado. A escuridão tomou conta, e eu pensei: ‘acabei de ver tudo’. Ouvia gritos de socorro de outros andares e não sabia como agir. Assim que consegui olhar pela janela, percebi que era um avião, e o cheiro de combustível era forte. Peguei apenas meu celular e meus óculos antes de descer, sem pensar em mais nada”, relatou emocionada.
O acidente deixou marcas não apenas na estrutura do edifício, mas também na memória dos moradores do bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, que ainda tentam compreender as repercussões desse trágico evento.
