Nova Liderança na AMIF
BELO ORIENTE – Júlio Ribeiro, o Diretor-Presidente Executivo da CENIBRA, foi empossado ontem, 16 de abril, como presidente do Conselho Deliberativo da Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), durante uma cerimônia realizada em Belo Horizonte (MG). A CENIBRA, empresa reconhecida por sua trajetória sólida e inovação, é uma força institucional no setor florestal de Minas Gerais, especialmente em um evento que também celebrou os 50 anos da AMIF.
Com sua nova posição, Ribeiro reforça a importância da CENIBRA nas discussões estratégicas que impactam tanto Minas Gerais quanto o Brasil. A AMIF, que conta com 31 empresas associadas, tem um papel crucial na articulação de iniciativas voltadas à sustentabilidade, inovação e competitividade no setor.
“Precisamos transitar entre menos individualismo e mais integração, entre menos fragmentação e mais cooperação. Esse é o espírito que nos pode levar mais longe”, afirmou Júlio Ribeiro, enfatizando a nova postura que deseja imprimir ao Conselho.
Continuidade e Inovação na AMIF
Durante a cerimônia de posse, Ribeiro destacou a relevância da continuidade na agenda estratégica da AMIF, sem perder a capacidade de inovar e expandir a atuação institucional do setor florestal. Para ele, a associação deve ser um espaço de união de esforços, promovendo o diálogo e a construção colaborativa de soluções para a agroindústria florestal em Minas Gerais.
O evento também marcou os 50 anos da AMIF, um símbolo de articulação e representação do setor florestal do estado. Este marco destaca a necessidade de aprofundar as discussões sobre a posição de Minas Gerais como protagonista no mercado de créditos de carbono, área em crescente relevância global.
Atualmente, Minas Gerais abriga cerca de 2,4 milhões de hectares de florestas plantadas, representando 22% da área dedicada ao cultivo florestal em todo o Brasil. Essa extensão evidencia a importância econômica e estratégica do setor florestal para o estado.
Inovação e Competitividade em Foco
Com a nova gestão, a AMIF planeja um ciclo voltado à inovação tecnológica e ao fortalecimento da competitividade internacional do setor. No seu discurso, Júlio Ribeiro ressaltou o papel crucial das florestas brasileiras em um momento em que o mundo busca soluções para desafios relacionados à sustentabilidade, transição energética e bioeconomia.
Ribeiro defendeu que a entidade deve estar pronta para demonstrar a solidez do manejo e a sustentabilidade do setor florestal mineiro. “Devemos mostrar que nossas florestas são parte da solução e não apenas um ativo produtivo”, afirmou o novo presidente da AMIF.
Desafios e Oportunidades na Representatividade
A nova gestão do Conselho Deliberativo enfrenta o desafio de expandir o mapa estratégico da AMIF. O fortalecimento do diálogo com órgãos governamentais, comunidades locais e outras partes interessadas é vital para a implementação de políticas que favoreçam o setor.
Por meio desse Conselho, a AMIF almeja consolidar sua posição como um modelo de liderança na representação da indústria mineira de florestas plantadas, promovendo uma conexão eficaz entre representatividade, articulação institucional e uma visão futura coerente.
Sobre Júlio Ribeiro
Júlio Ribeiro, engenheiro mecânico formado pela UFMG, é um profissional com vasta experiência na CENIBRA, onde começou sua carreira em 1993 como engenheiro trainee. Ao longo de sua trajetória, ocupou diversas posições de liderança, incluindo a Diretoria Técnica, Industrial e Florestal, e a Vice-Presidência, antes de ser nomeado Presidente Executivo em 2025.
Sobre a CENIBRA
Fundada em 13 de setembro de 1973, a Celulose Nipo-Brasileira S.A. (CENIBRA) é uma referência na produção de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, com capacidade de 1,2 milhão de toneladas por ano. A empresa atua em 54 municípios mineiros, gerenciando 254 mil hectares, dos quais 51% são florestas plantadas. Comprometida com a gestão florestal sustentável, a CENIBRA integra preservação ambiental, inovação tecnológica e desenvolvimento social em suas operações, gerando mais de 8 mil empregos diretos.
