Inflação em Belo Horizonte fica abaixo da média nacional
Em maio de 2024, Belo Horizonte apresentou a terceira menor inflação dentre as capitais brasileiras, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12). Com alta de 0,34%, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na capital mineira ficou abaixo da média nacional, que registrou 0,58%, e também foi menor que os índices de Curitiba (0,29%) e Vitória (0,32%). Essa desaceleração acompanha a tendência observada no Brasil, que teve redução em relação a abril, quando a inflação oficial foi de 0,67%.
Combustíveis e alimentos puxam desaceleração na Grande BH
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o IPCA caiu de 0,61% em abril para 0,34% em maio, com destaque para a queda nos preços dos combustíveis e dos alimentos. O preço da gasolina, por exemplo, recuou 3,8%, enquanto o etanol teve redução expressiva de 11,3%. Esses números superam o desempenho nacional, que apresentou retrações menores: 1,46% para a gasolina e 6,2% para o etanol. De acordo com José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, o grupo Transportes na Grande BH registrou queda de 0,93%, enquanto no país a redução foi de 0,46%.
Além disso, os alimentos também exerceram pressão menor sobre a inflação local. O grupo Alimentação no Domicílio subiu 1,29% em Belo Horizonte, frente a 1,65% da média nacional. Na Alimentação Fora do Domicílio, o aumento foi de 0,92% na capital mineira, contra 1,33% no Brasil. Esses fatores contribuíram para manter a inflação da cidade em patamares mais controlados.
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Energia elétrica residencial e outros grupos de despesas
Apesar da desaceleração geral, a energia elétrica residencial teve alta em Belo Horizonte, influenciada pelo reajuste de 2,27% aplicado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a partir de 28 de maio, e pela vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Esse aumento foi um dos principais responsáveis por manter a inflação em níveis positivos na capital.
Dos nove grupos de despesas pesquisados pelo IBGE na Grande BH, três apresentaram queda: Transportes (-0,93%), Educação (-0,03%) e Comunicação (-0,09%). Os demais tiveram aumento, com destaque para Alimentação e Bebidas (0,92%), Vestuário (0,83%) e Habitação (0,81%). No acumulado do ano, a inflação na região alcançou 3,12%, e, nos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,26%.
Comparativo nacional e contexto do IPCA
Em contrapartida, as maiores variações de inflação em maio foram observadas nas capitais Aracaju e Campo Grande, ambas com 1,31%. O aumento expressivo nos preços da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%) foram os principais fatores que explicam essas altas.
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O IPCA considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos que residem nas regiões metropolitanas de diversas capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, além do Distrito Federal e municípios como Goiânia, Campo Grande e São Luís.
