Plano de Recuperação Judicial para o Hospital Belo Horizonte
O Grupo Gestho, responsável pela administração do Hospital Belo Horizonte, conseguiu a aprovação do plano de pagamentos pelos credores, no âmbito da recuperação judicial. A medida evita a falência da instituição e prevê a quitação de aproximadamente R$ 100 milhões em dívidas trabalhistas e com prestadores de serviços. O parcelamento ocorrerá ao longo de 144 meses, com um período de carência de 36 meses antes do início dos pagamentos. A próxima assembleia de credores está marcada para segunda-feira (17/8).
Importância do Hospital Belo Horizonte para a região
Inaugurado em 1968, o Hospital Belo Horizonte atende mensalmente mais de 8 mil pacientes e dispõe de 180 leitos. A falência da unidade impactaria diretamente a assistência à saúde no Vetor Norte da capital mineira, além de prejudicar a economia local, que depende do movimento gerado pelo hospital, incluindo farmácias, padarias e restaurantes próximos.
Detalhes da proposta e situação financeira
O plano de recuperação judicial abrange dívidas trabalhistas e débitos com empresas prestadoras de serviços, como alimentação e limpeza, que serão pagos de forma parcelada ao longo de 12 anos, com três anos iniciais de carência. Separadamente, o hospital acumula um passivo tributário superior a R$ 400 milhões junto à União, que não está incluído no plano e deverá ser negociado em outra instância, com possibilidade de redução ou parcelamento em condições específicas.
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Além disso, o Grupo Gestho busca atrair investidores para promover a injeção de recursos e apoiar a reestruturação financeira da unidade.
Trâmite judicial e decisões recentes
O pedido de recuperação judicial foi protocolado em 20 de novembro de 2024 e deferido pela Justiça em 19 de fevereiro de 2025, quando também foi estabelecido o stay period, suspendendo temporariamente algumas execuções contra a empresa, conforme previsto em lei. A Justiça (STJ) já decidiu que a execução dessas dívidas não pode interromper as atividades do hospital.
Em 20 de julho, o hospital suspendeu o pronto-atendimento como medida para equilibrar despesas, mantendo em funcionamento internações, CTI Adulto e Infantil, bloco cirúrgico e ambulatório. Na ocasião, a instituição informou nas redes sociais que essa ação visava promover uma reestruturação institucional e operacional para aprimorar os serviços prestados à comunidade.
