Show Marca a Retomada de Celso Adolfo
A carreira de Celso Adolfo teve início em 1976, quando participou de um show de Paulinho da Viola no Teatro Francisco Nunes, evento que permanece na memória do cantor e compositor. Agora, ele volta a esse palco icônico na sexta-feira, dia 17 de abril, às 20h, para uma apresentação que será a base de um documentário sobre a forte influência de Belo Horizonte em sua trajetória musical.
O repertório do show promete ser uma verdadeira viagem no tempo, apresentando canções que marcam diversas fases da carreira de Celso. As músicas foram cuidadosamente selecionadas, incluindo faixas que remontam ao início dos anos 1980, resgatadas de fitas cassete, além de novas composições que farão parte de seu próximo álbum, atualmente em produção.
“Decidi que seguiria a carreira de músico após participar do show de Paulinho da Viola. Em 1982, lancei meu primeiro álbum, com a produção de Milton Nascimento. Desde então, foram 11 discos até 2023, e este show irá refletir toda essa trajetória”, afirmou Celso, em uma conversa descontraída sobre seus 40 anos de música.
Uma Experiência Cinematográfica
O projeto “Música, Memória da Cidade”, concebido pelo diretor João Flores e pela roteirista Sara Tavares, traz uma proposta inovadora ao unir música e documentário. Durante o show, Celso não apenas se apresentará, mas também comentará as músicas, proporcionando uma experiência rica e interativa para o público.
O filme, que será gravado em preto e branco, é inspirado esteticamente por produções como “McCartney: 3,2,1” da HBO e “Replay” da Netflix. Segundo o diretor, a ideia é que a edição inclua imagens de Belo Horizonte, capturando locais mencionados nas músicas de Celso, como o edifício Panorama e o Parque Municipal. “Vamos passear pela cidade, com e sem a presença do Celso”, contou Flores.
Comemoração de uma Fraternidade Musical
Durante a gravação do show, que ocorrerá na sexta-feira à tarde sem a presença de plateia, busca-se valorizar o espaço do Teatro Francisco Nunes. Celso lembra com carinho da importância desse local em sua trajetória: “O Chico Nunes é um marco não apenas para mim, mas para toda a história da música em Belo Horizonte”, declarou o cantor, natural de São Domingos do Prata, no Vale do Aço.
O Teatro da Imprensa Oficial, que foi desativado em 2009, também faz parte da história de Celso, onde teve sua grande virada em 1982 com o show “Coração brasileiro”. Ele recorda a importância de Milton Nascimento, que foi crucial para sua carreira, ao gravar uma de suas músicas e produzir seu primeiro disco. “Foi um divisor de águas na minha vida artística”, relembra.
Um Novo Capítulo na Discografia
O novo álbum, que será o 12º de sua carreira, está sendo gravado em Barbacena e conta com a colaboração de músicos e técnicos da Bituca Universidade de Música. Três faixas já estão finalizadas, incluindo “Cais de Cascais” e “Viola de fita”. Uma das músicas, “Flor, minha flor”, inspirada no poema “Declaração de amor” de Carlos Drummond de Andrade, terá uma declamação especial feita pelo advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, popularmente conhecido como Kakay.
Celso Adolfo promete um show repleto de emoção e nostalgia, que não só resgata sua trajetória, mas também dá vida às memórias da cidade que sempre esteve ao seu lado. Para quem é fã do cantor, a apresentação de amanhã é uma oportunidade imperdível de celebrar essa rica história musical.
