Memórias de Fuad Noman
Hoje, completa um ano da partida de Fuad Noman, um importante líder de Belo Horizonte e conselheiro benemérito do Clube Atlético Mineiro. Para muitos, ele era mais do que um prefeito; era um símbolo de amor e dedicação, tanto à cidade quanto ao clube. Com uma vida marcada por altos e baixos, Fuad se destacava pela sua capacidade de amar profundamente, o que o tornava uma figura admirada e respeitada.
Os sentimentos que cercam sua memória são intensos. Pensar em Fuad é lembrar de um homem que lidava com as dificuldades da vida, tanto as reais quanto as imaginárias, sempre guiado pelo afeto. Como bem destacou o cantor Ney Matogrosso, sua amorosidade era tamanha que ele vivia intensamente, entre alegrias e decepções. Em suas lembranças, ressoam as letras de Renato Russo, que falam sobre a saudade do que ainda não foi vivido. A trajetória de Fuad é recheada de vivências que deixaram marcas profundas em todos ao seu redor.
O amor que sentia pelo Atlético Mineiro nunca se apagará. Fuad era, antes de tudo, um torcedor apaixonado. Para ele, a hierarquia de suas identidades era clara: primeiro, conselheiro do Galo, depois prefeito. Essa devoção pelo clube sempre foi um aspecto central em sua vida, e assim será sempre lembrado. Além de suas funções públicas, Fuad também era um pai, avô, filho, marido e irmão exemplar, uma conexão familiar que era evidente para quem teve o privilégio de conhecê-lo.
O Homem por Trás da Lenda
Para aqueles que conviveram de perto com esse “véinho de suspensório”, é fácil entender o porquê de seu carisma. Fuad era um homem de contrastes, que oscilava entre a gentileza e uma aspereza aparente. Ele sabia ser firme, mas a doçura de seu olhar sempre entregava a verdadeira intenção por trás de suas palavras. Suas broncas eram, na verdade, expressões de um desejo genuíno de ajudar e fazer tudo funcionar. Essa combinação de firmeza e acolhimento fez com que conquistasse o carinho e a admiração de muitos.
Se Fuad estivesse aqui hoje, a rotina seria repleta de encontros semanais. Imaginem as conversas sobre o Atlético, a cidade e até sobre questões políticas. Ele, sempre com a mente afiada, estaria planejando contratações de jogadores, discutindo demissões de técnicos e, claro, fazendo críticas e elogios a políticos locais. Seríamos cúmplices nas análises e previsões eleitorais, criando cenários e tentando antever os resultados das próximas eleições. Porém, ao final de cada conversa, em seu estilo inconfundível, ele não hesitaria em olhar para o relógio e dizer: “Tenho de trabalhar”.
A Saudade que Permanece
É inegável que a perda de Fuad deixou um vazio profundo na vida de muitos. Assim como a dor da perda de minha mãe, que se foi há seis anos, o tempo pode amenizar a dor, mas a saudade permanece. A cada dia que passa, a dor se torna menos intensa, mas as lembranças e o amor se tornam mais fortes. E, assim, seguimos com a memória de Fuad, um homem que fez história e cuja presença será sempre sentida por todos que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. A ele, um eterno beijo, prefeito!
