Número de Casos de Mpox em Minas Gerais Aumenta
O número de casos de mpox, doença causada pelo vírus monkeypox, subiu para 13 em Minas Gerais, conforme anunciado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira, dia 12. O novo diagnóstico foi identificado em Contagem, cidade localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Belo Horizonte e seus arredores continuam sendo a área mais afetada, com oito casos confirmados na capital, três em Contagem e um em Ribeirão das Neves. O último caso também foi registrado em Formiga, na Região Centro-Oeste do estado.
A secretaria informou que todos os pacientes são homens com idades entre 25 e 56 anos, e felizmente, todos já evoluíram para a cura, o que é um alívio em meio a esse cenário de preocupação.
Transmissão, Sintomas e Cuidados Necessários
A transmissão da mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou materiais contaminados. Os sintomas associados à doença incluem lesões na pele, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e uma sensação de fraqueza geral.
Para evitar a propagação do vírus, é fundamental que a população evite o contato com pessoas que apresentem sintomas ou que tenham a doença confirmada. Aqueles identificados como contaminados devem permanecer em isolamento até o término do período de transmissibilidade e abstiver-se de compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas e talheres.
Atualmente, não existe um tratamento específico para a mpox; os cuidados são voltados para o suporte clínico visando aliviar os sintomas e prevenir complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, o que é um aspecto positivo considerando a gravidade que a doença pode atingir.
Vacinação como Medida Preventiva
A vacina contra a mpox é disponibilizada para indivíduos que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença. De acordo com a SES-MG, a imunização é indicada para:
- Pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses;
- Profissionais de laboratório que atuam em ambientes de biossegurança nível 2;
- Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de indivíduos com suspeita ou confirmação da doença.
Essas medidas visam não apenas proteger os mais vulneráveis, mas também controlar a disseminação da mpox em Minas Gerais. É essencial que a população se mantenha informada e atenta aos cuidados recomendados pelas autoridades de saúde.
