Programa Inovador para Cirurgias Eletivas
No último sábado, 28 de fevereiro, o Governo de Minas Gerais, através da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), lançou um programa permanente voltado para a ampliação das cirurgias eletivas na rede hospitalar. A inauguração do “Opera Mais Fhemig, Aqui em Minas a Fila Anda!” ocorreu no Hospital Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte, com a participação do vice-governador Mateus Simões.
Nesta ação inaugural, mais de cem cirurgias foram realizadas simultaneamente em oito hospitais da capital e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), além de algumas unidades no interior do estado. O cronograma inclui novas edições planejadas para o último sábado de cada mês, com a expectativa de que até 2026 sejam realizados mais de mil procedimentos.
Durante o evento, o vice-governador destacou a importância dessa iniciativa, afirmando que o principal objetivo é garantir que as filas para cirurgias sejam apenas o tempo necessário para a preparação pré-operatória. “Imagine o que é para uma pessoa aguardar, muitas vezes, três, quatro meses por uma cirurgia”, comentou, sublinhando a dificuldade enfrentada pelos pacientes.
Simões, inclusive, refletiu sobre o impacto emocional e social que a espera por cirurgias pode gerar. “Muitas vezes, essa pessoa está com a vida limitada, afastada do trabalho. Isso traz prejuízos não só para o paciente, mas também para sua família e para a sociedade. Portanto, fazer a fila andar é uma questão de dignidade”, enfatizou.
Oportunidade para Otimizar Recursos
A nova estratégia pretende não apenas reduzir a fila de espera, mas também otimizar os leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o foco é realizar cirurgias nos leitos que se esvaziam durante o fim de semana, proporcionando um alívio significativo aos pacientes que necessitam de intervenções.
“Estamos falando de casos como a retirada de úteros de mulheres que apresentam sangramentos constantes e de homens que enfrentam problemas urinários devido à obstrução da próstata. A Fhemig tem a responsabilidade de garantir que grandes hospitais possam atender toda a região”, afirmou Baccheretti.
Na mobilização inicial, foram incluídos diversos tipos de procedimentos, abrangendo áreas como ortopedia, ginecologia, urologia, dermatologia, cirurgia plástica, cirurgia geral e oncológica, de acordo com as especialidades de cada hospital participante da rede.
Os hospitais que integram essa força-tarefa incluem unidades como Alberto Cavalcanti, Júlia Kubitschek, Eduardo de Menezes e Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, além do Hospital Cristiano Machado, em Sabará, e os hospitais regionais Antônio Dias, em Patos de Minas, João Penido, em Juiz de Fora, e o Complexo Hospitalar de Barbacena.
O programa foi estruturado respeitando a vocação assistencial de cada unidade, considerando a disponibilidade das equipes, dos equipamentos e dos insumos necessários. O foco é expandir a oferta de cirurgias eletivas mantendo, ao mesmo tempo, o funcionamento regular dos hospitais e o atendimento de média e alta complexidade com uma abordagem humanizada.
Histórias de Esperança
José da Luz Gonçalves, um lavrador que veio de Itambé do Mato Dentro, esteve entre os pacientes atendidos. Ele estava à espera de uma cirurgia para remoção de tumores no rosto há um ano. “Estou tranquilo para fazer a cirurgia, é algo que tem me incomodado. Então, é um alívio poder resolver isso hoje. Fui muito bem recebido, e bom que sábado é mais vazio. Voltar pra casa sem esse problema vai ser ótimo”, compartilhou com entusiasmo.
