O Carnaval de BH se consolida como destino turístico
O Carnaval de Belo Horizonte se destaca em 2026, mostrando um crescimento significativo tanto em turismo quanto em diversidade. Dados da Pesquisa do Folião, divulgados pela Belotur, revelam que quase um quarto do público presente na festa era de visitantes de fora da capital mineira. Além disso, um terço dos foliões se identificou como parte da comunidade LGBTQIAPN+, o que evidencia a inclusão e a pluralidade do evento.
Conforme as informações apresentadas, 23,7% dos participantes eram turistas, uma alta considerável em relação aos 18% registrados no Carnaval de 2025. Esta estatística sugere que cerca de 349 mil pessoas viajaram a Belo Horizonte para aproveitar a folia, consolidando a festa como um atrativo de grandes proporções no cenário nacional.
Eduardo Cruvinel, presidente da empresa municipal de turismo, sublinha que esse crescimento é um sinal claro da nacionalização do Carnaval de BH. “Estamos observando a festa se consolidar como um verdadeiro destino turístico. Não é mais um evento reservado apenas para os moradores locais; ele mobiliza pessoas de todo o Brasil”, analisa, ressaltando que impressionantes 93% dos visitantes indicaram a folia como o principal motivo da viagem.
Origem dos turistas e impacto econômico
A maior parte dos turistas que participaram do Carnaval deste ano veio do interior de Minas Gerais, representando 51,1% do total. O fluxo de visitantes de outros estados é igualmente significativo, com São Paulo contribuindo com 17,4%, seguido pelo Distrito Federal com 9,6%, e os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, ambos com 3,1%. O Rio Grande do Sul também teve uma participação relevante com 2,5%. Cidades como Brasília, São Paulo, Divinópolis, Juiz de Fora e Uberlândia destacam-se entre as localidades mais frequentes de origem dos foliões.
Além do aspecto cultural, o Carnaval de BH trouxe um impacto econômico considerável. Os turistas permaneceram, em média, 3,8 dias na capital mineira, com um gasto médio diário de R$ 575,38. Esse valor supera o apurado no ano anterior, demonstrando o potencial econômico da festa. A maioria dos visitantes optou por se hospedar em casas de parentes e amigos (46,7%), enquanto 28,3% se alojaram em hotéis e pousadas e 16,4% utilizaram plataformas de aluguel por temporada.
Uma festa para todos
A diversidade se firmou como uma das marcas registradas do Carnaval de Belo Horizonte. Dos foliões entrevistados, 33% pertencem à comunidade LGBTQIAPN+, reforçando a inclusão como um dos pilares da festa.
Quando questionados sobre a relevância de promover o respeito à diversidade sexual e de gênero em eventos públicos, os foliões atribuíram uma nota média impressionante de 9,7, uma das mais altas da pesquisa. O engajamento em questões ambientais também foi destacado, com uma média de 8,7, sendo que 81,7% dos entrevistados se consideram promotores dessa causa.
“O Carnaval de Belo Horizonte reflete a diversidade da própria cidade. Nossa missão é assegurar uma estrutura e segurança adequadas para que todas as pessoas se sintam representadas e respeitadas”, defende Cruvinel, destacando a importância da inclusão para o sucesso do evento.
