Atrações do Carnaval em Belo Horizonte
No dia 15 de fevereiro, Belo Horizonte será o epicentro da folia com a realização de 75 cortejos, marcando o domingo mais animado do Carnaval. As festividades tiveram início às 8h, na região leste da cidade, com o Bloco da Esquina, que homenageia o icônico músico Lô Borges. O enredo do cortejo, intitulado “Sou do Mundo, Sou Minas Gerais”, destaca a rica conexão cultural de Minas com o resto do Brasil e o mundo, preservando a essência de suas raízes. O público poderá se encantar com canções clássicas como “Paisagem da Janela”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” e “Trem Azul”, que servirão como inspirações para as animações, símbolos e arranjos que acompanharão o desfile.
No sábado anterior, 59 blocos já haviam tomado conta das ruas da capital. A festa começou bem cedo, às 5h da manhã, com o tradicional cortejo “Então, Brilha!”. Desde 2011, esse grupo dá início à folia na cidade, atraindo multidões que se reúnem nas avenidas. Este ano, os foliões coloriram a Avenida do Contorno com uma paleta vibrante de rosa e dourado, misturando-se a uma variedade de cores e sotaques.
Expectativas e Blocos Históricos
Para os cinco dias de Carnaval em Belo Horizonte, as expectativas são altas. Estima-se que cerca de 6 milhões de foliões invadam as ruas, com um milhão de turistas entre eles. A cidade conta com um total impressionante de 612 blocos de rua e mais de 650 cortejos programados até a Quarta-feira de Cinzas.
Além das festividades na capital, o Carnaval também se espalha pelas cidades históricas de Minas Gerais. Um dos destaques é o bloco Zé Pereira dos Lacaios, considerado o mais antigo em atividade no Brasil. Com 159 anos de história, o grupo mantém viva a tradição com quatro apresentações programadas para todos os dias de folia em Ouro Preto. As ladeiras e bairros do Centro Histórico são tomados não apenas pela música, mas também por trajes inspirados no século 19 e bonecos de quase três metros que representam figuras importantes da história local.
A origem do Zé Pereira dos Lacaios remonta a 1867, quando foi criado sob a influência de um português que havia se mudado do Rio de Janeiro para Ouro Preto. Ele atuava como um “lacaio” no Palácio dos Governadores, servindo como assessor local.
Uma Viagem no Tempo
O presidente do bloco, Arthur Ramos, compartilha a missão do grupo: proporcionar uma “viagem no tempo” e resgatar as tradições portuguesas do século 19. Isso inclui não apenas as vestimentas, mas também os instrumentos típicos que fazem parte do desfile.
“O mais interessante do nosso bloco é que ele preserva as características autênticas dos grupos que ainda existem em Portugal. Ao assistir ao cortejo do Zé Pereira dos Lacaios em Ouro Preto, o público vivencia uma verdadeira amostra de Portugal no Brasil. Os trajes, como cartolas, fraques e gravatas borboleta, remetem ao século XIX, mantendo o legado e as tradições até os dias atuais. Quem aprecia os grupos carnavalescos antigos irá encontrar a essência do que era o carnaval no passado em Ouro Preto”, afirmou Ramos.
Além do grupo tradicional, o Zé Pereira dos Lacaios também conta com uma versão “mirim”, composta por 60 crianças, que participa do Carnaval durante dois dias, garantindo que a tradição seja passada para as novas gerações.
