Evento Promissor de Samba em BH
Belo Horizonte se prepara para um feito inédito neste fim de semana: uma roda de samba com duração de 24 horas que busca estabelecer um novo recorde mundial. O evento, intitulado “Pagode que não acaba”, ocorrerá no Espaço CentoeQuatro e é idealizado pelo músico Matheus Brant. A programação se estenderá das 17h de sábado (21) até as 17h de domingo (22), contando com a participação de 12 grupos da cidade que se revezarão durante toda a maratona. Para encerrar a festa, a renomada Leci Brandão subirá ao palco às 18h de domingo, prometendo um show emocionante.
A ideia de Matheus Brant para a roda de samba mais longa do mundo nasceu em 2024, quando, durante uma conversa com um amigo em uma roda de pagode, ele teve a inspiração de criar um evento desse porte. “Pensei: por que não fazer a roda de pagode mais longa do mundo?”, relata Brant. Embora o projeto não tenha sido aprovado no edital da Virada Cultural de Belo Horizonte naquele ano, a proposta foi finalmente viabilizada através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Os Grupos que Fomentam o Samba em BH
A programação da roda de samba é diversificada e inclui nomes como Resenha do Edgard, Samba da Meia-Noite, Feijoada Completa, e Sassarica. Cada grupo terá cerca de duas horas para se apresentar, mas o modelo será dinâmico, permitindo que os músicos se intercalem, proporcionando ao público a sensação de continuidade. “O combinado entre as 12 bandas é que os músicos de uma substituam os de outra gradualmente, de modo que a roda não pare”, explica Matheus Brant.
A presença de cantores e cantoras convidados também promete enriquecer a apresentação. Entre eles, destacam-se Adriana Araújo, Gisele Couto e Dona Eliza, que, aliás, foi homenageada pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em 2024. A diversidade e a riqueza do samba de Belo Horizonte serão bem representadas, com a participação de artistas de diferentes estilos e origens.
Inclusão e Diversidade na Roda de Samba
O evento não se limita ao crescimento da cena do samba na cidade, mas também busca promover a inclusão. Por isso, Brant fez questão de incluir o grupo Samba da Roda de Saia, que é composto apenas por mulheres. “Todos os grupos contarão com participações de cantoras”, salienta. O repertório ficará a critério de cada grupo, o que visa manter uma atmosfera autêntica e orgânica.
O foco, segundo Matheus, é prestar homenagem a figuras relevantes do samba e do pagode de Belo Horizonte, como Ronaldo Coisa Nossa e Dona Eliza, que têm contribuído para a cultura local ao longo dos anos. As cariocas Juliana Diniz, filha de Mauro Diniz, e Andressa Hayalla também são atrações confirmadas, trazendo um pouco do tradicional samba carioca ao evento.
Oficinas e Atrações Extras
Além das apresentações musicais, o evento oferecerá oficinas no domingo, a partir das 11h, na Rua da Bahia, próximo ao Espaço CentoeQuatro. “Queríamos fazer a roda na rua, mas não conseguimos a liberação da prefeitura. No entanto, teremos barracas de alimentação e oficinas, incluindo uma sobre como montar uma roda de samba e pagode”, detalha Brant.
Busca pelo Reconhecimento no Guinness
Matheus Brant também tentou registrar o evento no Guinness Book como um recorde, mas, segundo ele, não há uma categoria específica para rodas de samba e pagode. No entanto, os responsáveis pelo livro de recordes concordaram em criar uma nova categoria para a ocasião. “Uma das exigências para a certificação envolve uma taxa exorbitante de US$ 26 mil”, revela Brant, explicando que o grupo decidiu não seguir adiante com essa formalização, mas o espírito do evento continua firme e forte.
Com a expectativa em alta, a roda de samba em Belo Horizonte promete ser um marco para a música e a cultura local, reunindo amantes do samba em uma celebração que se estende por um dia inteiro. Os organizadores esperam que a energia e a paixão dos participantes façam deste evento um momento inesquecível.
