Suspensão na negociação do Monte Carmo Shopping
A Prefeitura de Betim interrompeu a negociação para adquirir o Monte Carmo Shopping, que estava planejado para se tornar a nova sede da administração municipal. A decisão foi comunicada pelo prefeito Heron Guimarães (União Brasil) em vídeo divulgado em suas redes sociais neste sábado (7).
O projeto previa a desapropriação do shopping por R$ 450 milhões, com o atual Centro Administrativo usado como dação em pagamento no valor de R$ 200 milhões. A diferença dependeria da contratação e liberação de recursos via operação de crédito autorizada pelo município.
Contexto financeiro e prioridades do município
Heron Guimarães destacou que Betim enfrenta desafios financeiros semelhantes a outras cidades brasileiras. “Nosso orçamento gira em torno de R$ 3,5 bilhões, mas metade está comprometida com a folha de pagamento. Na Saúde, os investimentos ultrapassam R$ 1 bilhão, sendo cerca de R$ 700 milhões provenientes de recursos próprios. Além disso, atendemos pacientes de 12 municípios vizinhos, muitos em situação fiscal delicada”, explicou o prefeito.
Com base nesse cenário, o gestor afirmou que o momento exige definição de prioridades. Por isso, optou pela suspensão da negociação do Monte Carmo Shopping, evitando comprometer ainda mais as finanças públicas.
Medidas de contenção e impactos administrativos
Essa decisão foi tomada poucos dias após a publicação, em 19 de outubro, de um decreto que institui medidas temporárias para o contingenciamento e contenção de despesas nas áreas direta e indireta da administração municipal.
Entre as ações, estão a possibilidade de redução de até 20% nos cargos em comissão e funções de confiança, suspensão do pagamento de horas extras e serviços extraordinários, além da suspensão da concessão e gozo de novos períodos de férias-prêmio aos servidores.
Desde então, a prefeitura já exonerou mais de 140 ocupantes de cargos comissionados. O prefeito reconheceu o impacto dessas medidas: “Sei que algumas dessas decisões afetam a rotina dos servidores, especialmente os cargos comissionados que podem perder o emprego. Porém, é responsabilidade da gestão tomar decisões difíceis para preservar os serviços essenciais e garantir o pagamento das folhas e a oferta dos serviços públicos em dia”, afirmou.
