Brasília celebra a contagem regressiva da Copa do Mundo Feminina
A um ano do início da Copa do Mundo Feminina, Brasília deu o pontapé inicial na mobilização para o maior evento da história do futebol feminino. Na quarta-feira (24), a capital federal reuniu mais de 700 estudantes dos centros olímpicos do Distrito Federal em uma programação que teve como foco incentivar a prática esportiva e aproximar a população do torneio.
Seguindo a determinação da Federação Internacional de Futebol (FIFA), todas as cidades-sede promoveram eventos simultâneos para marcar a data. Em Brasília, as ações aconteceram no Estádio Nacional Mané Garrincha, no Parque da Cidade e na Rodoviária do Plano Piloto, envolvendo atividades esportivas, artísticas e de engajamento popular.
Atividades para fortalecer o futebol feminino e o legado social
Laís Barufí, coordenadora do comitê executivo do governo do Distrito Federal (GDF) para a Copa do Mundo de 2027, explicou que a data faz parte dos esforços da cidade para se preparar para o evento. “As ações buscam aproximar especialmente crianças e jovens do futebol feminino”, destacou.
No Mané Garrincha, os estudantes tiveram a experiência de conhecer a estrutura do estádio, enquanto no Parque da Cidade participaram de uma atividade coletiva de pintura com a temática da Copa. Já na Rodoviária do Plano Piloto, o público pôde participar de atividades de “golzinho” para celebrar a contagem regressiva.
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A ex-jogadora da seleção brasileira Michael Jackson (Marileia dos Santos), que integra a secretaria extraordinária do Ministério do Esporte para a Copa feminina, reforçou a importância do evento para o desenvolvimento do esporte. “A Copa não é só uma competição, mas um momento de transformação social, que deixa um legado para o futebol feminino no país”, afirmou.
Ela lembrou os desafios históricos enfrentados pelo futebol feminino, que por décadas foi proibido no Brasil, e ressaltou as mudanças recentes que ampliaram o espaço para as mulheres na modalidade. “Hoje, as meninas jogam em ambientes que respeitam a prática esportiva e isso é fruto das políticas públicas”, completou.
Michael Jackson também destacou o papel do esporte na formação de cidadãos e na superação de adversidades. “Minha experiência como atleta e gestora mostra que o futebol feminino tem um impacto social que vai muito além do campo”, concluiu.
Jovens talentos celebram a paixão pelo futebol feminino
Dentre os participantes, a goleira Maria Eduarda Souza, de 11 anos, do Centro Olímpico da Ceilândia, contou sua trajetória no futebol. “Comecei aos cinco anos. Meu pai queria que eu praticasse esporte e escolhi o futebol”, relatou. Após visitar o Mané Garrincha, ela se encantou com o estádio. “Deu vontade de jogar naquele gramado”, confessou.
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Para melhorar seu desempenho, Maria Eduarda passou a cuidar da alimentação e a se dedicar com mais disciplina. “Quero estar sempre preparada para ajudar o time”, disse a jovem goleira.
Pedro Lucas Carvalho, de 13 anos, do Centro Olímpico do Recanto das Emas, também participou das atividades e elogiou o futebol feminino. Vestindo uma camisa autografada pelos jogadores da seleção brasileira de futsal, ele afirmou que as meninas têm qualidade técnica equivalente à dos meninos. “Elas jogam tão bem ou até melhor que a gente”, avaliou.
Pedro destacou ainda que a convivência entre meninos e meninas nas partidas torna o ambiente mais leve e divertido. “Fica mais legal do que quando é só menino”, concluiu.
