São Paulo como palco da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027
Conhecida como a capital do futebol, São Paulo se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™, que acontecerá entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano. A cidade é uma das oito sedes do torneio, o primeiro realizado na América Latina. Além da realização do evento na Arena Itaquera, a capital já vem construindo um legado importante ao fortalecer o futebol feminino e ampliar as oportunidades para meninas e jovens atletas na região.
Expansão do futebol feminino na rede municipal
Atualmente, mais de 420 meninas e mulheres participam dos projetos de futebol feminino oferecidos pela Prefeitura nos Centros Esportivos e no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP). Nos últimos dois anos, a média mensal de atletas atendidas dobrou, passando de 172 em 2023 para 375 em 2025, um crescimento de 118%. Esse avanço reflete a expansão das oportunidades de formação esportiva promovidas pela administração municipal.
Entre 2025 e 2026, a Prefeitura de São Paulo investirá R$ 21,82 milhões em programas e competições que incluem o futebol feminino, como o Clube Escola Futebol, os Jogos da Cidade e a Taça Cidade de São Paulo. Somente na edição de 2025 da Taça Cidade, participaram 47 equipes e cerca de 1.880 atletas, consolidando a capital como um dos principais centros de desenvolvimento da modalidade no país.
Impacto e legado da Copa do Mundo Feminina em São Paulo
Para Musa Miranda, diretora de Inovação e Empreendedorismo da Ade Sampa, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), a cidade vive um momento histórico. Ela destaca a importância de ser uma das sedes do maior evento de futebol feminino do mundo e a oportunidade de mostrar a força da capital, além de deixar um legado que supera a realização dos jogos.
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“A Prefeitura de São Paulo tem trabalhado de forma integrada para garantir uma experiência segura, inclusiva e inovadora para atletas, torcedores e visitantes, fortalecendo o esporte feminino, movimentando a economia, gerando oportunidades e inspirando as próximas gerações. A Copa passa, mas o impacto que queremos construir para São Paulo permanece.”, afirma Musa Miranda.
Formação esportiva descentralizada nos bairros
O desenvolvimento do futebol feminino começa nos bairros paulistanos, com atividades regulares oferecidas em mais de 13 Centros Esportivos espalhados pela cidade. Essas iniciativas promovem acesso gratuito, inclusão social e formação esportiva para meninas e jovens.
Além dos Centros Esportivos, os Clubes da Comunidade (CDCs) mantêm atividades voltadas ao futebol feminino, ampliando o alcance dos programas municipais e permitindo que mais meninas tenham contato com o esporte desde cedo.
Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa: berço de talentos
No topo da estrutura de formação está o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, que mantém equipes femininas nas categorias sub-12 ao sub-20. O centro participa de competições como o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17, a Copinha Feminina e a Taça Cidade de São Paulo.
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Ao longo dos anos, o programa municipal revelou atletas que seguiram carreira em clubes profissionais e seleções estaduais e nacionais, como Ary Borges, Debinha, Tamires, Gabi Nunes, Lauren e Cristiane. O Centro Olímpico também formou nomes históricos do futebol brasileiro, como Formiga, e contribuiu para a formação do técnico Arthur Elias, atual comandante da Seleção Brasileira Feminina.
Hoje, cerca de 150 atletas integram as categorias de base do equipamento, que é referência na formação de jogadoras para o futebol brasileiro.
Para as jovens atletas, o Centro Olímpico representa muito mais do que um espaço de treino. Milena Melo Dionízio, de 15 anos, conta sobre sua experiência: “No início do ano, fiz a peneira com muitas meninas participando. Não imaginava que iria passar, mas quando consegui, foi uma felicidade incrível. Aqui tem campo para jogo, academia e toda uma rotina de treinamento. Também disponibilizam clínico, ortopedista, nutricionista e psicólogo. É uma estrutura muito legal.”
Antonella Cotrim, de 17 anos, reforça a importância do centro para quem quer seguir carreira. “É muito importante porque muitas meninas chegam com esse sonho e vontade de jogar. O Centro Olímpico é um lugar muito bom para isso. Desde pequena, você já pode começar aqui, e acho isso incrível.”, afirma.
