França toma controle do jogo com liberdade para Olise
Na partida entre França e Senegal, os Leões de Teranga aprenderam uma lição valiosa: não se pode deixar um adversário tão poderoso vivo no jogo. Nicolas Jackson e Ismaila Sarr tiveram chances claras para abrir o placar para Senegal, mas falharam na precisão. Por outro lado, Mbappé brilhou com dois gols, reforçando sua trajetória para se tornar o maior artilheiro da história das Copas, enquanto Barcola também marcou seu gol.
Didier Deschamps escalou o que considera a força máxima da França, com Doué, Dembelé, Olise e Mbappé na linha ofensiva. Pape Thiaw, por sua vez, colocou em campo o que Senegal tem de melhor, adotando o 4-3-3 base. Gana Gueye, Pape Gueye e Camara formaram o meio-campo dos africanos.
Equilíbrio e forte defesa marcam o primeiro tempo
O confronto, uma das partidas mais aguardadas da fase de grupos, começou bastante travado. O forte sol da tarde em Nova Jersey contribuiu para um ritmo lento, especialmente para a França, que dominou a posse de bola no ataque, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras diante da defesa compacta senegalesa.
Senegal manteve-se concentrado em um 4-1-4-1, protegendo cada setor com intensidade. Até mesmo Nicolas Jackson, ponta mais avançado, participou ativamente da marcação no meio-campo. A França explorava bastante os flancos, com Doue quase sempre aberto à esquerda e Olise no lado direito.
Koundé avançava pelo meio, enquanto Théo Hernandez se projetava menos pela esquerda. Após a pausa para hidratação, houve mudança na dinâmica, com Doue e Olise atuando mais pelo centro. Apesar das variações, criar chances diante da forte muralha africana continuava complicado. Diatta e Diouf se destacavam nas laterais; Niakhaté e Koulibaly protegiam o gol com eficiência.
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Senegal mantém pressão e cria boas oportunidades
Diatta foi protagonista das jogadas mais perigosas no primeiro tempo. Ele recuperou a bola no campo defensivo e lançou em profundidade para Nicolas Jackson, que acertou a trave esquerda. Pouco depois, participou da troca de passes que deixou Sadio Mané em boa condição na área, mas Ismaila Sarr finalizou mal.
Apesar de ter menos posse, Senegal não se limitou a esperar a França. Quando com a bola, o time africano manteve a calma, trocando passes para superar a pressão francesa sem se desesperar. Camara e Pape Gueye foram fundamentais nesse processo, com o primeiro mostrando mobilidade e o segundo distribuindo bons passes.
Diatta e Ismaila Sarr foram uma força constante pela direita, onde Doue não conseguiu superar o camisa 15 africano até o intervalo. Com o tempo, Senegal ganhou confiança para avançar a marcação individualmente, forçando a França a jogar de forma mais direta, além de manter a posse em campo adversário por períodos mais longos.
Segundo tempo revela maior ofensividade francesa
Na etapa final, a França ajustou a formação ofensiva, com Dembelé mais fixo pela direita e Olise e Doué buscando o centro, alternando entre ataque e defesa. Logo no primeiro minuto, Doue recebeu passe de Upamecano e bateu com perigo.
Olise também se destacou, aproveitando a boa marcação de Koundé para desarmar Sadio Mané e driblar Koulibaly antes de finalizar, exigindo grande defesa de Mendy. Em menos de dez minutos, a França já havia criado mais chances que em todo o primeiro tempo.
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Senegal continuou agressivo com a posse, tornando o jogo mais aberto e perigoso para ambos os lados. A exposição quase resultou em gol para a França, quando Olise desarmou no campo de ataque e deixou Mbappé frente a frente com o goleiro, que fez ótima defesa. Pouco depois, um pênalti claro sobre Mbappé cometido por Sadio Mané não foi marcado.
Liberdade para Olise e desgaste físico definem resultado
A maior liberdade para Olise movimentar-se no ataque beneficiou muito a França, que encontrou em seu talento o diferencial que Dembelé não vinha oferecendo no setor. Olise acionou Mbappé em profundidade diversas vezes, e o camisa 10 não desperdiçou uma delas.
Senegal chegou a empatar minutos depois, mas Nicolas Jackson estava em posição de impedimento. A sequência de fatos fortaleceu a confiança francesa e abalou fisicamente os senegaleses, que passaram a desgastar-se mais rápido. Pape Thiaw fez substituições, com Mbaye e Diarra entrando nos lugares de Camara e Ismaila Sarr.
Na França, Dembelé deu lugar a Barcola, que entrou pela esquerda enquanto Doue foi para a direita. A mudança surtia efeito rapidamente, com a equipe aproveitando contra-ataques. Rabiot recebeu de Tchouaméni e lançou Barcola, que marcou com uma cavadinha, consolidando a vantagem francesa.
Assim, a França venceu Senegal em um jogo intenso e estratégico, com destaque para a liberdade ofensiva concedida a Olise e a eficiência de Mbappé, que segue escrevendo seu nome na história das Copas.
