Manifestação na Porta da Secretária de Educação
Na manhã de terça-feira, 24 de outubro, uma forte chuva acompanhou o ato das trabalhadoras terceirizadas da educação em Belo Horizonte. O protesto ocorreu em frente à Secretaria Municipal de Educação (SMED), onde as funcionárias buscavam ser ouvidas sobre suas reivindicações. A secretária Natália Araújo, ao se dirigir ao grupo, prometeu dialogar com as trabalhadoras. Contudo, a reunião rapidamente se transformou em um monólogo, onde apenas a secretária falava, enquanto buscava minimizar a responsabilidade da SMED e da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em relação à instabilidade enfrentada pela categoria devido à terceirização e à troca de empresas prestadoras de serviço.
Durante a fala de Natália Araújo, o descontentamento entre as trabalhadoras era palpável. Assim que as promessas da secretária começaram a soar vazias, um coro de protesto se levantou: “É GREVE, É GREVE, ATÉ QUE A PREFEITURA PAGUE AQUI QUE NOS DEVE”. A secretária, diante do clima tenso, decidiu deixar o local sem abrir qualquer espaço para negociação, ignorando as vozes firmes de mulheres negras que lutam por seus direitos e que depositaram confiança na continuidade de suas reivindicações. Este ato foi apenas uma das etapas de uma luta que promete se intensificar, com uma nova assembleia marcada para sexta-feira, 27 de outubro, onde as trabalhadoras decidirão sobre a manutenção da greve, que já foi aprovada em uma reunião anterior realizada na quarta-feira, 25 de outubro.
