Investimento Significativo para a Folia
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou um incremento de 16,22% nos subsídios destinados aos blocos de rua para o Carnaval deste ano, totalizando R$ 3,21 milhões. Em comparação ao ano anterior, que recebeu R$ 2,762 milhões, o aumento reflete o compromisso da administração com as festividades populares da capital mineira. No total, a PBH alocou aproximadamente R$ 6 milhões para a realização do Carnaval, valorizando a cultura local.
Eduardo Cruvinel, presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), enfatizou que os recursos foram exclusivamente direcionados a escolas de samba, blocos caricatos e blocos de rua, sem inclusão de investimentos para shows de grandes artistas. “Nosso foco foi garantir apoio direto aos blocos, assegurando que as festividades aconteçam com qualidade”, afirmou.
Captação de Recursos e Parcerias
O dirigente destacou a ampliação do valor dos subsídios, mesmo diante da dificuldade em captar patrocínios significativos. “Já tínhamos o valor garantido, o que não era motivo de preocupação para nós”, completou. As parcerias com marcas estão alinhadas a uma estratégia de mercado que visa aliviar a carga financeira da PBH. Em menos de 20 dias úteis, a Prefeitura conseguiu assegurar cerca de R$ 3,3 milhões em investimentos privados, evidenciando o apelo do evento para as empresas.
Entre os parceiros que colaboraram para o Carnaval deste ano estão entidades como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Supermercados BH, Serviço Social do Comércio (Sesc), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG) e a Caixa Econômica Federal. Com a adição de emendas parlamentares, o total de recursos externos alcança R$ 4 milhões.
Comparativo com Outras Capitais e Expectativas de Movimentação
Cruvinel também ressaltou que o montante direcionado aos blocos de rua em Belo Horizonte supera o investimento em outras capitais brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, os subsídios totalizaram R$ 2,5 milhões. Para este Carnaval, a expectativa é que a movimentação financeira em Belo Horizonte ultrapasse R$ 1 bilhão, reforçando a importância do evento para a economia local.
Impactos Socioeconômicos do Carnaval
O impacto socioeconômico do Carnaval é significativo, conforme Cruvinel. Durante o evento, 25% dos ambulantes que atuaram estavam em situação de desemprego. “Esta é uma oportunidade para essas pessoas ganharem dinheiro e sustentar suas famílias”, afirma. A edição deste ano registrou um aumento de 12,5% no número de ambulantes credenciados, passando de 10.247 em 2025 para 11.528 em 2026. O faturamento médio por ambulante foi de R$ 5 mil nos cinco dias de festa.
Outro grupo que se beneficiou foi o dos catadores, que coletaram aproximadamente 50,4 toneladas de material reciclável durante o Carnaval. Este montante será vendido, contribuindo para a geração de renda extra. Cruvinel ainda destacou a parceria estabelecida com quatro cooperativas de catadores, somando 440 profissionais dedicados à coleta seletiva em conjunto com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
Movimentação nos Setores Hoteleiro e de Alimentação
O setor hoteleiro também vivenciou um período positivo, com uma taxa de ocupação média de 98%. Em alguns estabelecimentos, a ocupação chegou a impressionantes 100%. Além disso, o efeito do Carnaval se estendeu a cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde a ocupação superou 60% em algumas localidades. A movimentação intensa também foi notável em bares e restaurantes da capital, que, diferente de anos anteriores onde reformas eram comuns, optaram por permanecer abertos para atender ao fluxo de foliões.
