Eleição para o Senado em Minas Gerais
No dia 4 de outubro, os eleitores de Minas Gerais irão às urnas para eleger dois senadores que representarão o estado no Senado Federal. Com mais de 16 milhões de eleitores aptos a votar, o processo exige atenção redobrada na hora de digitar o número do candidato, formado por três dígitos, que será registrado na urna eletrônica. O eleitor deve confirmar os dados do candidato, como foto, nome, número e partido, antes de apertar o botão verde para validar o voto. O procedimento será repetido para a escolha dos dois senadores.
Além do Senado, as eleições 2026 também definirão deputados federais, estaduais ou distritais, governadores e o presidente da República. Para facilitar o processo, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem uma cola eleitoral com os números dos candidatos anotados, já que o uso de celulares na cabine de votação é proibido.
Candidatos e seus perfis políticos
O cenário eleitoral em Minas Gerais traz 16 candidatos disputando as duas vagas ao Senado. Um dos nomes que chama atenção é o do deputado federal Aécio Neves, presidente do PSDB, que havia anunciado que não concorreria em 2026, mas voltou atrás e registrou sua candidatura para o Senado. O registro foi possível graças à renúncia de Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), integrantes da coligação em Minas Gerais, cujos partidos têm até 14 de setembro para substituir candidatos.
Aécio Neves já ocupou o cargo de governador de Minas Gerais e disputou a Presidência da República em 2014, sendo derrotado no segundo turno por Dilma Rousseff (PT). Além de sua trajetória política no estado, sua presença na disputa deve influenciar diretamente o cenário eleitoral local.
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Principais candidatos e suas propostas
Ana Luiza do MLB (UP) representa o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), focado na reforma urbana. Arcanjo Pimenta (MDB) é empresário e gestor público, presidente do MDB Afro, que pauta a igualdade racial. Áurea Carolina (Psol), ex-deputada federal e vereadora de Belo Horizonte, destaca-se pela defesa dos direitos humanos, das mulheres e das populações periféricas.
Carlin Moura (Avante), ex-prefeito de Contagem (MG) e ex-vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), traz experiência do movimento estudantil e da gestão pública municipal e estadual. Carlos Viana (PSD), jornalista, busca a reeleição ao Senado, cargo que ocupa desde 2019. Domingos Sávio (PL), com quatro mandatos como deputado federal, já foi vereador e prefeito de Divinópolis, além de deputado estadual.
Fidélis Alcântara (UP), publicitário e escritor, defende bandeiras como reforma urbana e combate às desigualdades. Jordano Metalúrgico (PSTU), dirigente sindical, tem histórico de candidaturas a governador e prefeito. Juíz Ramon Moreira (DC), aposentado, já disputou cargos municipais e federais. Manoel Carvalho (MDB), vice-prefeito de Muriaé (MG), é empresário e produtor rural.
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Marcelo Aro (PP), jornalista e advogado, busca pela segunda vez uma vaga no Senado. Marco Antônio Superman (Novo), advogado e influenciador digital, ganhou destaque como comentarista político. Marília Campos (PT), psicóloga e quatro vezes prefeita de Contagem, também disputa o Senado. Tião Pessoa (PCO), veterano do movimento estudantil, concorre após disputa pela prefeitura de Contagem (MG) em 2024. Victória Mello (PSTU) completa a lista dos concorrentes.
Impactos da eleição para Minas Gerais e próximos passos
A disputa pelo Senado em Minas Gerais reflete a diversidade política do estado, que abriga candidatos de esquerda, centro e direita. A composição final terá impacto direto nas decisões legislativas que afetam a administração pública e as políticas estaduais. A escolha dos eleitores moldará também as articulações políticas locais, já que os senadores eleitos terão papel fundamental na interlocução entre Minas Gerais e o governo federal.
Com o prazo para substituição de candidatos se encerrando em 14 de setembro, os partidos ainda podem ajustar suas estratégias para fortalecer suas chapas. O foco agora está no preparo para o primeiro turno das Eleições 2026, no qual a população mineira exercerá seu direito democrático para definir seus representantes no Senado, influenciando o futuro político e administrativo do estado.
