Uma Jornada pelo Cinema e a Magia das Bruxas
A mostra “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” chega a Belo Horizonte com uma programação gratuita que promete revisitar e reinterpretar a figura da bruxa nas telonas. As exibições ocorrerão nos dias 24 de abril e 1º de maio de 2026, no Cine Cardume Rodoviária, apresentando um total de 10 curtas-metragens que dialogam entre a tradição e novas abordagens.
Entre as 18h e 21h, o público terá a oportunidade de explorar desde produções pioneiras do cinema até obras contemporâneas que desafiam estereótipos, ampliando o imaginário coletivo em torno das “mulheres mágicas”. A programação também inclui sessões voltadas para o público infantil, com classificações variadas e recursos de acessibilidade, como um debate e intérprete de Libras no segundo dia.
Clássicos e Novas Narrativas em Diálogo
A curadoria da mostra, realizada por Carla Italiano e Juliana Gusman, organiza os filmes em dois eixos principais. O primeiro, intitulado “A bruxa através dos tempos: imagens clássicas”, revisita arquétipos tradicionais, que vão da vilã dos contos de fadas a figuras históricas associadas à perseguição de bruxas. O segundo eixo, “Bruxas contemporâneas: corpos indomáveis, saberes ancestrais”, propõe novas leituras e foca em produções mais recentes e diversas.
Entre as obras em destaque, estão clássicos como “A fada do repolho”, um dos primeiros filmes de ficção, dirigido pela pioneira Alice Guy, e “O Reino das Fadas”, do famoso ilusionista e cineasta Georges Méliès, que é uma referência no cinema fantástico. Também fazem parte da seleção filmes mais contemporâneos que enriquecem a discussão, como “O lado de fora fica aqui dentro”, que aborda temas como memória e ancestralidade, e “Déia e Dete”, que explora tradições familiares mineiras.
Cinema Local em Evidência
Um aspecto crucial desta edição é a valorização da produção audiovisual de Belo Horizonte. As curadoras destacam que a escolha de realizar o evento no centro da cidade favorece a inclusão de obras que refletem o cenário local, estabelecendo uma conexão mais forte com o público e promovendo realizadores da região. A diversidade é uma diretriz fundamental da seleção, incluindo filmes dirigidos por mulheres de diversas origens e também por pessoas trans e não-binárias. Um exemplo notável é “Transformações”, que documenta um grupo de “ecobruxas” em rituais conectados à natureza.
Debate, Acessibilidade e Itinerância pelo Interior
No dia 1º de maio, a sessão das 20h contará com recursos de acessibilidade e será seguida por um debate com as curadoras, uma oportunidade para enriquecer a experiência do público e promover uma reflexão mais profunda sobre os temas apresentados.
Após a estreia em BH, a mostra seguirá em itinerância por várias cidades de Minas Gerais, incluindo Uberlândia, Araçuaí e Montes Claros, com o objetivo de descentralizar o acesso à cultura e levar o debate a regiões além dos grandes centros urbanos. O projeto é realizado pela Amarillo Produções Audiovisuais, utilizando recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
