Uma Mostra de Arte e Reflexão
A partir de 8 de abril, a cidade de Caeté, em Minas Gerais, se transforma em um palco vibrante para a Mostra de Dança do Fim do Mundo, organizada pelo renomado Grupo Contemporâneo de Dança Livre. Com atividades programadas até o dia 18 de abril, o evento oferece uma vasta gama de opções, incluindo espetáculos, performances, exibições de videodanças e oficinas, tudo de forma gratuita e acessível ao público.
O Grupo Contemporâneo de Dança Livre, que possui uma trajetória internacional e já se apresentou em 14 países da América Latina e Europa, trará sua arte para o formato presencial entre os dias 8 e 11 de abril, com ações programadas em locais como o Museu Regional de Caeté, a Escola Estadual José Brandão e a Praça do Mercadinho. A partir do dia 12, a programação se torna virtual, com bate-papos ao vivo sobre a cena contemporânea da dança, transmitidos pelo canal oficial do grupo no YouTube.
Financiada pela Lei Paulo Gustavo de Minas Gerais, a Mostra de Dança do Fim do Mundo promete instigar reflexões sobre a arte e a presença do corpo na sociedade. “Quais danças, modos de presenças e sensações nos interessam agora? O que não suportamos mais?”, questiona Duna Dias, coordenadora de produção do evento. Duna sugere que a curadoria foi pensada para provocar diálogos a partir das experiências vividas durante a pandemia e o pós-isolamento social.
Uma Programação Diversificada para Todos
A programação deste ano é mais robusta e inclui a exibição de nove videodanças, além de bate-papos virtuais focados na criação e produção contemporânea mineira. Para o público presente, uma série de performances e oficinas enriquecem a experiência. Entre as oficinas, destaca-se “Expressões Internas de Opressão”, que aborda a corporeidade negra na criação de cenas, e “Libras e Corpo”, que explora novas formas de escuta e sensibilidade.
Durante os dias presenciais, o público poderá assistir a peças marcantes, como “BOX”, um experimento artístico em dança com participação de artistas LGBTQIAP+, que oferece uma vivência corporal e poética sobre as lutas enfrentadas diariamente. Outro espetáculo notável é “Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui!”, que investiga a experiência de pessoas surdas e negras através da performance física e da dança, discutindo temas de identidade e resistência.
Além disso, as performances como “Dança para Asfaltos” de Italo Augusto e “Bestiário” de Cib Maia trazem a dança para a rua, refletindo sobre a inserção da arte em espaços comuns e a relação do corpo com o ambiente urbano. “Conta-Gotas”, de Beatriz Nobel Maia, também promete surpreender com uma dança improvisada em diálogo com o espaço e seus elementos.
Videodanças e Reflexões em Tempos de Mudança
Durante a Mostra, o público poderá ainda conferir diversas videodanças que exploram temas contemporâneos e relevantes. Obras como “Boi Ancestral – Um Encontro com Nossas Raízes”, “Central”, “Chroma – kê?” e “Sou Todo Preto”, entre outras, fazem parte da seleção que promete instigar e provocar reflexões sobre identidade e cultura.
O Grupo Contemporâneo de Dança Livre, que desde 2010 contribui para o desenvolvimento da dança contemporânea no Brasil e no exterior, reafirma seu compromisso com a arte como um ato político e de resistência. Com uma trajetória marcada pela criação de mais de 17 espetáculos e 40 videodanças, o coletivo tem se dedicado a ampliar o acesso à dança por meio de ações formativas e de inclusão.
A Mostra de Dança do Fim do Mundo em Caeté, portanto, não é apenas um evento de entretenimento, mas uma oportunidade de reflexão e interação com as transformações sociais e culturais que estamos vivendo. Acesse a programação completa no site oficial do grupo e prepare-se para uma experiência única!
