Críticas e Compromissos nas Comunidades de BH
No último dia 11 de maio, Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de Minas Gerais, participou de um encontro com lideranças de vilas e favelas em Belo Horizonte. Durante o evento, Kalil fez uma declaração direta: “sabe tapar buraco”. Essa afirmação, carregada de simbolismo, sugere que ele está ciente das necessidades reais da população, ao contrário de alguns de seus opositores. “Não sabe mostrar buraco, sabe tapar. Sabe, porque fez. Não sabe falar que vai abrir hospital. Sabe abrir”, declarou Kalil, em resposta a questionamentos sobre suas propostas para melhorar a situação do interior do estado.
A crítica de Kalil foi interpretada como um ataque indireto ao senador cleitinho Azevedo (Republicanos), que também é pré-candidato ao Palácio Tiradentes e tem se destacado nas redes sociais por expor problemas em rodovias no estado. O ex-prefeito de Belo Horizonte também aproveitou a oportunidade para alfinetar o atual governador Mateus simões (PSD), que busca a reeleição. Kalil questionou as promessas não cumpridas pela gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo), de quem foi vice, especialmente no que diz respeito à construção de seis hospitais regionais durante seu segundo mandato.
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A crítica ao governo estadual ganha relevância no contexto atual, já que duas dessas obras prometidas estão em andamento: o Hospital Regional de Teófilo Otoni, que deve iniciar atendimentos em 18 de maio, e o Hospital Regional de Divinópolis (HRDV), que começará a operar sua primeira fase em 1º de junho deste ano. Durante o encontro, as lideranças comunitárias destacaram a falta de presença do estado em regiões periféricas da capital e pediram apoio a Kalil. Entre os participantes estavam Kafunga, coordenador do Movimento de Vilas e Favelas, Cris do Morro e Liliane França, viúva do gari Laudemir, assassinado no ano passado enquanto trabalhava na capital mineira.
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Kalil, ao relembrar as ações de sua gestão como prefeito de Belo Horizonte, reafirmou seu compromisso em cuidar da cidade caso seja eleito governador. “Não tem jeito de eu, como governador, não cuidar de Belo Horizonte. Acho que vou ser um bom governador para Belo Horizonte”, afirmou. Ele também deixou claro que, se vencer as eleições, não dará continuidade ao projeto do Rodoanel na Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma iniciativa atualmente apoiada pelo governo estadual. Para Kalil, os cerca de R$ 3 bilhões que seriam investidos nessa obra serão redirecionados para um programa de manutenção de rodovias, considerando que o projeto é “malfeito e esculhambado”. “Isso aí, nós já cancelamos. Vamos colocar tudo em um programa de rodovias”, completou.
