Crime em Belo Horizonte levanta suspeitas de tráfico de drogas e homicídio
Um jovem de apenas 22 anos, que estava desaparecido desde o último domingo (1º de março), foi encontrado morto na terça-feira (3) no bairro Jardim Vitória, localizado na região Nordeste de Belo Horizonte. Dois irmãos, de 15 e 18 anos, foram detidos como suspeitos de envolvimento no crime, que está sendo investigado como um possível homicídio associado ao tráfico de drogas.
De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação recebeu uma denúncia de desaparecimento a partir do bairro Paulo VI. A solicitante afirmou que o jovem saiu de casa na noite de domingo e não retornou. Vizinhos relataram que ele teria sido levado por traficantes após um desentendimento.
No decorrer das investigações, os policiais conseguiram localizar dois suspeitos. No momento em que perceberam a aproximação da polícia, eles tentaram escapar em direção a um beco, mas foram interceptados. Com os irmãos, os agentes encontraram aproximadamente 50 pinos de cocaína, além de buchas de maconha e pedras de crack, todas prontas para a venda.
Enquanto os suspeitos eram abordados, a polícia recebeu informações sobre a localização de um corpo nas imediações. Ao chegarem ao local indicado, os policiais confirmaram que se tratava do jovem desaparecido, que apresentava cinco perfurações provocadas por disparos de arma de fogo e sinais de que havia sido amarrado com plástico.
Inicialmente, o adolescente de 15 anos negou qualquer envolvimento no desaparecimento. Contudo, assim que tomou conhecimento da descoberta do corpo, ele mudou seu depoimento, alegando que havia se desentendido com a vítima no domingo, devido a questões relacionadas ao tráfico de drogas. O jovem disse que apenas foi “cobrar o vacilo”.
Além disso, foi afirmado que o celular apreendido com o adolescente continha informações ligadas ao crime. O aparelho foi recolhido para análise pela polícia.
A Polícia Militar informou que os dois indivíduos detidos têm histórico de envolvimento com o tráfico de drogas na região. O caso agora será conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais, que está à frente da investigação.
