A Aliança entre Ciência e Indústria Promove a Sustentabilidade na Cadeia do Cacau
BELO HORIZONTE, MG – Atualmente, cerca de 90% do fruto do cacau é descartado, já que a indústria se concentra apenas nas amêndoas, que representam de 6% a 10% do peso total do fruto. O restante, que inclui polpa, casca e películas, é um verdadeiro tesouro nutricional que frequentemente não é aproveitado. Com o objetivo de transformar essa realidade, a Fralía, referência no conceito Cacau Tech, anunciou uma parceria estratégica com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma Organização Social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
O projeto tem como foco aprofundar a utilização das partes não convencionais do cacau. Em um contexto em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e novos guias alimentares destacam a importância do aumento do consumo de fibras para promover a saúde metabólica e prevenir doenças, a Fralía busca posicionar o cacau brasileiro na vanguarda da nutrição. Componentes como película, mel e polpas, que possuem altíssimo valor nutricional, podem ampliar a eficiência e a sustentabilidade da cadeia produtiva do cacau.
Transformação Econômica e Social
A parceria entre Fralía e CNPEM visa também fomentar uma abordagem de economia circular no setor do cacau. Ao dar valor a partes do fruto que antes eram desperdiçadas, o projeto não apenas promove eficiência para a indústria, mas também potencializa a renda para os produtores rurais. “Não podemos mais aceitar que 90% de um fruto tão rico seja ignorado pela indústria. Nossa missão com o CNPEM é aplicar ciência de ponta para extrair o máximo potencial nutritivo do cacau”, afirma Matheus Pedrosa dos Reis, CEO da Fralía. “Estamos falando de entregar para a sociedade um ingrediente funcional, sustentável e com a chancela da maior autoridade em biorrenováveis do Brasil.”
A Ciência por trás do Projeto
A pesquisa para esse projeto inovador está sendo realizada no Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), integrante do CNPEM, localizado em Campinas-SP. Utilizando biotecnologia avançada, os pesquisadores estão desenvolvendo tecnologias de última geração que permitem um melhor aproveitamento e performance dos insumos do cacau. Este desenvolvimento é apoiado pelo modelo de fomento da EMBRAPII, que conecta as demandas do mercado às infraestruturas dos centros de excelência, garantindo que as inovações cheguem rapidamente às prateleiras dos supermercados e às mesas das famílias brasileiras.
Sobre a Fralía
Fundada em Minas Gerais, a Fralía é uma indústria dedicada ao processamento de derivados de cacau, unindo tradição e tecnologia por meio do conceito Cacau Tech. Com uma nova planta industrial em expansão e um plano de investimentos robusto voltado para Pesquisa e Desenvolvimento nos próximos cinco anos, a empresa está focada em criar soluções B2B que combinam sabor, saudabilidade e sustentabilidade.
