Uberlândia: A nova capital simbólica de Minas Gerais
Um decreto assinado pelo governador Mateus Simões (PSD) fez com que, entre os dias 26 e 28 de março, Belo Horizonte deixasse temporariamente de ser a capital de Minas Gerais. Durante esse período, Uberlândia assume o posto de “primeira capital transitória do estado” como parte das atividades do programa Governo Presente. A escolha pela cidade do Triângulo Mineiro, segundo Simões, se deve ao seu crescimento e desenvolvimento nos últimos anos, tornando-se um modelo a ser seguido por todo o estado. Além disso, a cidade sediará a Femec, uma importante feira dedicada ao agronegócio mineiro.
O governador comentou: “É uma oportunidade de estar com mais gente, ver as coisas acontecendo, ver a economia da região pulsando”. Ele ressaltou que essa mudança de capital, embora simbólica, tem um propósito maior: lembrar que tanto ele quanto Romeu Zema (Novo), que recentemente renunciou ao cargo para se dedicar à sua pré-campanha presidencial, não foram eleitos apenas para governar a capital mineira. De acordo com Simões, mais de 75% da população de Minas Gerais reside fora da Região Metropolitana, e essas capitais transitórias são uma forma de dar visibilidade ao interior e à diversidade das demandas que existem fora da capital.
Ao longo desses três dias em que Uberlândia ocupa o papel de capital, o governo planejou várias ações, incluindo uma feira de serviços com a emissão de documentos como carteiras de identidade e outros atendimentos. Além disso, o governador anunciou iniciativas voltadas para a segurança pública, como a entrega de “bloqueadores de celulares para as penitenciárias”, novos equipamentos para a polícia e rádios comunicadores para o Corpo de Bombeiros. Durante a Femec, também estão previstas pautas específicas para discutir o desenvolvimento do agronegócio na região, reforçando a importância desse setor para a economia mineira.
