Uma jornada de superação e cuidados especializados
A história do pequeno Bento é marcada por um atendimento ágil e humanizado na Maternidade Odete Valadares (MOV), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O início de sua vida foi repleto de desafios, exigindo uma transferência urgente e a mobilização de equipes de saúde dedicadas. Após seu nascimento em Santa Bárbara, no interior de Minas Gerais, um exame realizado pelo pediatra identificou um sopro cardíaco, levando à necessidade de observação imediata.
Durante a avaliação inicial, a equipe médica tentou inserir uma sonda pela boca do bebê, mas, devido a dificuldades, surgiu a suspeita de atresia de esôfago, uma condição que impede a passagem de alimentos para o estômago. Diante da urgência do caso, Bento foi transferido para Belo Horizonte apenas um dia após o nascimento, onde o diagnóstico seria confirmado.
Diagnóstico e condições raras
No hospital, exames adicionais revelaram não só a atresia de esôfago, mas também a presença da sequência de VACTERL, um conjunto de malformações congênitas que podem afetar várias partes do organismo. A cardiologista pediátrica da MOV, Gabriele Rezende, que acompanha o pequeno desde sua chegada, explica que o diagnóstico é estabelecido quando a criança apresenta pelo menos três dessas alterações. “É um quadro complexo que pode incluir atresia de esôfago, problemas na coluna, cardiopatias, alterações renais e atresia anal”, detalha a médica.
No caso de Bento, ele se enquadra no critério ao apresentar mais de três dessas condições. Exames realizados durante a gestação já apontavam uma possível alteração renal, e a mãe, Thais Gandra, notou um aumento excessivo do líquido amniótico, que mais tarde foi relacionado à dificuldade do bebê em engolir.
Apoio à família e a importância do acolhimento
Enquanto Bento era recebido pela equipe da unidade neonatal, Thais foi direcionada para a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera da MOV, um espaço de acolhimento criado para mães de alto risco e aquelas com bebês em tratamento. “Cheguei perto das duas e meia da madrugada, e a equipe abriu as portas para mim. Sou imensamente grata por isso”, expressou Thais, refletindo sobre o apoio que recebeu durante esse período angustiante.
A cirurgia para corrigir a atresia de esôfago de Bento foi realizada no terceiro dia de vida. O procedimento foi bem-sucedido, e após a operação, o bebê passou 13 dias na UTI Neonatal, onde foi submetido a exames e avaliações clínicas regulares.
A resiliência de Bento e a esperança para o futuro
O caso de Bento não é apenas um relato de dificuldades, mas também uma história de força e esperança. Com a dedicação das equipes médicas e o suporte da família, o pequeno recebeu os cuidados necessários para superar os desafios impostos por seu estado de saúde. A trajetória de Bento ressalta a importância de um atendimento humanizado e a mobilização de recursos em momentos críticos, reafirmando que, mesmo diante de adversidades, há sempre espaço para a esperança e a superação.
