Aeroporto em Santana do Paraíso: Novo Marco na Aviação Executiva de Minas Gerais
Visando se estabelecer como o principal hub da aviação executiva em Minas Gerais, o Aeroporto Regional do Vale do Aço, conhecido como Aeroporto de Ipatinga, receberá um significativo investimento de R$ 24 milhões. Esta quantia será destinada à construção de seis novos hangares, com o objetivo de consolidar a infraestrutura do setor aéreo no estado. A entrega dos alvarás para o início das obras ocorreu na última sexta-feira (17), em uma cerimônia presidida pelo prefeito Bruno Morato (Avante) no próprio aeroporto.
Durante seu discurso, o prefeito enfatizou a importância do projeto, prometendo uma evolução constante. “Estamos dando início ao maior hub da aviação executiva do Leste de Minas e temos grandes planos. Em breve, seremos o terceiro maior aeroporto do estado, superando apenas os de Confins e Pampulha. Aqui em Santana do Paraíso, a mensagem que deixo para os empreendedores é clara: o caminho é para o céu”, afirmou Morato.
Construção de Hangares e Expectativa de Crescimento
Os novos hangares representam a primeira fase de um total de 12 estruturas planejadas. Destes, oito terão uma área de 675 metros quadrados (m²) e quatro cobrirão 2,4 mil m². Licitados no ano passado, os hangares foram adquiridos por diferentes grupos empresariais, que poderão explorá-los por 20 anos, oferecendo serviços de hangaragem, manutenção e até táxi aéreo. Cada hangar deve receber um investimento de cerca de R$ 4 milhões, totalizando aproximadamente R$ 24 milhões nesta etapa inicial.
Esse investimento é resultado de um cenário de aumento na demanda por aviação privada, incluindo a expectativa de receber aeronaves que atualmente operam em cidades como Belo Horizonte e Caratinga. O aeroporto já conta com operações regulares de voos comerciais, com frequências diárias de três a quatro voos para Belo Horizonte, operados pela Azul Linhas Aéreas.
Modernização em Curso e Grandes Projetos à Vista
Em paralelo ao desenvolvimento da aviação executiva, o aeroporto também está passando por um processo de modernização de sua infraestrutura. Um novo terminal de passageiros já começou a ser construído, parte de um pacote de investimentos que pode chegar a R$ 100 milhões nos próximos dois anos, sob a supervisão da Infraero. De acordo com Morato, este será o segundo maior investimento da Infraero no Brasil, apenas atrás das melhorias no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Os planos incluem a reforma da pista de pouso e decolagem, a conclusão do novo terminal de passageiros, modernização dos sistemas de navegação, além de intervenções nas áreas de pátio e taxiamento, e instalação do equipamento PAPI. Também está prevista a construção de um novo pátio para aeronaves, áreas de giro, novo acesso viário e um estacionamento adequado.
Planejamento para Ampliar a Malha Aérea
Além das obras em andamento, Santana do Paraíso está em busca de ampliar sua malha aérea. Recentemente, representantes da prefeitura participaram de uma reunião na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em Brasília, onde discutiram as potencialidades econômicas da região com representantes das companhias aéreas Gol, Latam e Azul, além da Infraero. Durante o encontro, a Gol anunciou que está avaliando a viabilidade de operar no aeroporto. A Latam se comprometeu a realizar uma análise técnica, enquanto a Azul está considerando aumentar o número de voos disponíveis.
“É essencial buscar novas companhias aéreas para fortalecer nosso aeroporto e aumentar a oferta de voos, facilitando o acesso ao transporte aéreo para a população”, destacou Morato.
Impacto Econômico e Geração de Empregos
A expansão do aeroporto deve impactar diretamente a economia local, que já vê o terminal como uma das principais fontes de arrecadação de Imposto sobre Serviços (ISS) em Santana do Paraíso. Com os novos investimentos, espera-se que o aeroporto se torne a maior fonte de arrecadação da cidade.
“O aeroporto é um motor de desenvolvimento. A criação desses hangares iniciará um ciclo virtuoso que irá gerar empregos diretos e indiretos”, ressaltou o prefeito. A instalação da aviação executiva deve estimular a formação de uma cadeia de serviços, englobando profissionais de manutenção, segurança, gestão aeroportuária, entre outros.
