A Permanência de Ruan Tressoldi no Atlético Mineiro
O Atlético Mineiro está tratando a compra de Ruan Tressoldi como uma ação estratégica no mercado. Atualmente emprestado pelo Sassuolo até junho, o zagueiro tem uma opção de compra fixada em cerca de 3,5 milhões de euros, que corresponde a aproximadamente R$ 20 milhões. O pagamento pode ser parcelado ao longo de até três anos.
O clube já manifestou internamente a intenção de exercer essa cláusula, reconhecendo que o defensor se consolidou como um jogador essencial no elenco e é altamente valorizado pelo técnico Eduardo Domínguez.
Ruan Tressoldi e sua Performance em Campo
A popularidade de Ruan como zagueiro está respaldada por números impressionantes. De acordo com um levantamento do CIES Football Observatory, divulgado pela TNT Sports em 2024, ele figura como o segundo zagueiro do mundo com a melhor média de aceleração por partida, perdendo apenas para Danilo, da Juventus. Análises de fisiologia realizadas durante sua passagem pelo Grêmio revelaram que o defensor alcançou uma velocidade máxima de 37,2 km/h, uma marca que reforça sua reputação como um jogador extraordinariamente veloz.
Mais do que apenas garantir um zagueiro, o Atlético está investindo em um valor específico: a capacidade de recuperação em campo aberto.
A Importância da Velocidade no Galo
Esse investimento está diretamente ligado ao atual cenário do time. O gerente de desempenho Paulo Bracks comentou ao ge que Ruan se destaca no monitoramento por sua “velocidade, quantidade de ações em alta intensidade e capacidade de recuperação”. Para uma equipe que busca se defender sem perder a agressividade, essa característica é crucial.
A lógica é clara: um zagueiro rápido diminui riscos. Com Domínguez à frente, o Atlético sofreu apenas quatro gols em sete partidas, um número que supera o desempenho de 18 equipes da Série A no mesmo período, conforme dados do O Tempo. A permanência de Ruan representa um fortalecimento dessa melhoria defensiva.
Desafios Financeiros e Justificativa do Investimento
A questão financeira também pesa nessa decisão. O Atlético Mineiro enfrenta uma dívida considerável de R$ 1,8 bilhão e está em processo de captação de R$ 500 milhões para lidar com passivos bancários, tendo desembolsado quase R$ 250 milhões apenas em juros em 2025. Num cenário como esse, a lógica recomendaria cautela nas contratações.
No entanto, o custo de Ruan, que pode ser pago em parcelas ao longo de três anos, é visto sob uma ótica diferente: trata-se mais de uma proteção esportiva do que de uma aquisição midiática. Para uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que busca equilibrar suas finanças e manter a competitividade, esse tipo de investimento é mais justificável.
Além disso, o Atlético não está fazendo uma aposta em um jogador sem experiência ou que necessite de adaptação. Eles estão falando de um atleta já integrado ao time, validado pelo treinador, e que possui um atributo raro no mercado sul-americano. Assim, desembolsar R$ 20 milhões por um defensor que minimiza riscos competitivos pode ser uma decisão mais sensata do que parece à primeira vista.
Próximos Desafios do Atlético Mineiro
O Atlético fará sua estreia na Copa Sul-Americana na próxima quarta-feira, 8 de abril, às 23h, contra o Academia Puerto Cabello, no Estádio Misael Delgado, na Venezuela. A partida será transmitida ao vivo pelas plataformas ESPN e Disney+.
