Decisões Disciplinares e Multas Impostas
Após a briga generalizada que ocorreu na final do Campeonato Mineiro de 2026, os clubes Cruzeiro e Atlético-MG enfrentam sérias penalidades. Ambos os times terão que pagar uma multa de R$ 400 mil devido à conduta antidesportiva de seus jogadores e, além disso, serão responsáveis por promover uma campanha institucional de conscientização contra a violência no esporte. O montante arrecadado será destinado ao Serviço Voluntário de Assistência Social do Estado de Minas Gerais, reforçando o compromisso das instituições com a paz no futebol.
A punição para os jogadores foi definida em um acordo estabelecido entre a Procuradoria de Justiça Desportiva e os clubes após o incidente no último dia 8 de março, durante a partida no Mineirão, em Belo Horizonte. Em decorrência deste acordo, o julgamento que estava previsto para acontecer no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de Minas Gerais foi cancelado. A responsabilidade de supervisionar o cumprimento do acordo ficará a cargo da Federação Mineira de Futebol.
Atletas Punidos e Detalhes da Confusão
O confronto foi marcado por uma série de punições a 13 atletas do Cruzeiro e 12 do Atlético-MG, que foram denunciados por “participar de rixa, conflito ou tumulto” e por promoverem “agressão física” durante a partida. No entanto, em uma reavaliação do caso, o jogador Lucas Silva, do Cruzeiro, foi isentado das punições, já que não esteve envolvido na confusão. As suspensões, segundo o acordo e a legislação desportiva, serão aplicadas apenas no Campeonato Mineiro de 2027, o que significa que os jogadores cumprirão as sanções em uma temporada futura, onde muitos perderão quase metade da competição.
Entre os jogadores punidos do Atlético-MG estão: Everson, Ângelo Preciado, Felipe Marques, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Alan Franco, Alan Minda, Lyanco, Junior Alonso, Ruan Tressoldi, Mateo Cassierra, Hulk e Aluízio Carlos dos Santos, membro da comissão técnica. Já no Cruzeiro, os atletas afetados são: Cássio, Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Lucas Villalba, Kaio Jorge, Gerson, João Marcelo, Kauã Prates, Matheus Henrique, Walace e Fagner.
Contexto da Briga
A confusão teve início após o apito final da partida, que terminou com a vitória do Cruzeiro por 1 a 0. O goleiro do Atlético, Éverson, se irritou com uma dividida ocorrida com o volante Christian, do Cruzeiro, e a situação rapidamente escalou para um tumulto envolvendo não apenas os jogadores em campo, mas também aqueles que estavam no banco de reservas, além de membros da comissão técnica, como o massagista do Atlético. Este evento marcava a primeira vez em três anos que as torcidas dos dois clubes rivais podiam se reunir no estádio, considerando o histórico recente de violência entre as torcidas organizadas.
Além das punições impostas pelas entidades esportivas, a Polícia Civil de Minas Gerais anunciou a abertura de um inquérito para investigar a origem e os desdobramentos da briga ocorrida durante a partida, ressaltando a necessidade de uma resposta contundente às ações violentas no ambiente esportivo. A expectativa é que o episódio sirva como um alerta para a necessidade de promover práticas mais seguras e respeitosas nas competições de futebol.
