O cenário político mineiro se intensifica a 200 dias das eleições
O dia 18 de abril de 2026 marca um importante marco no calendário político do Brasil: faltam 200 dias para as Eleições Gerais. A Tribuna de Minas, buscando mapear as pré-candidaturas até o momento, entrou em contato com os diretórios estaduais de diversos partidos, conforme os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dentre os partidos consultados, nove já enviaram suas respostas. Contudo, há ainda três siglas que, mesmo sem resposta, já possuem pré-candidatos anunciados há meses, e um partido que ainda não definiu sua posição, apesar de muita especulação.
No Partido Comunista Brasileiro (PCB), a pré-candidatura foi oficialmente anunciada em dezembro de 2025. O professor Túlio Lopes, que é presidente da Associação de Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) – Seção Sindical, será o candidato a governador. Com uma trajetória que inclui candidaturas ao governo mineiro em 2014 e ao Senado em 2018, Túlio também ocupa o cargo de secretário Nacional de Juventude do PCB. O partido, no entanto, não disponibilizou informações sobre nomes para a vice ou para o Senado.
Nomes que podem compor as chapas
O Partido Novo sinalizou que possui dois potenciais nomes para a vaga de vice: Fernanda Altoé e Tiago Mitraud. Fernanda, atualmente vereadora de Belo Horizonte em seu segundo mandato, já havia tentado se eleger em 2016 sem sucesso. Tiago, por sua vez, foi deputado federal entre 2019 e 2023 e disputou a última eleição como candidato a vice-presidente na chapa liderada pelo escritor Felipe D’Avila. O Novo também está apoiando a pré-candidatura do atual vice-governador Mateus Simões, que foi um dos nomes do partido por anos e já ocupou posições importantes na administração pública mineira.
“Para o Senado, nossa intenção é apoiar os candidatos da majoritária que está se formando. Um nome que se destaca é o de Marcelo Aro (PP), com outra vaga ainda em aberto”, informou o diretório do Novo, que, por outro lado, não obteve retorno do Partido Progressistas e do PSD sobre suas candidaturas.
Decisões ainda pendentes
O PSD, partido do atual vice-governador e do senador Rodrigo Pacheco, é visto como favorito na disputa pelo governo mineiro, especialmente após o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Pacheco ainda não confirmou sua candidatura. Informações recentes indicam que ele deve decidir sobre sua nova filiação até abril, antes do encerramento do prazo para registro de candidaturas.
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, também se apresenta como pré-candidato, mas o partido não respondeu à solicitação de confirmação sobre sua candidatura. Em um evento recente, Cleitinho fez um convite público ao prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, para se juntar a ele como pré-candidato a vice-governador, e Falcão se filiou ao Republicanos.
Perspectivas de outras legendas
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem Alexandre Kalil como seu pré-candidato ao governo. Kalil, que foi prefeito de Belo Horizonte entre 2017 e 2022, já havia concorrido ao governo em 2022, mas foi derrotado por Zema. “Ainda não definimos os nomes para vice e Senado, mas isso deve ser decidido em breve”, afirmou o diretório do PDT.
Enquanto isso, o Partido Liberal (PL) ainda está em processo de definição das candidaturas. “Esperamos que nas próximas semanas possamos apresentar um cenário mais claro e informações concretas”, ressaltou o partido.
A Unidade Popular (UP) já tem seus nomes definidos para os dois cargos, mas o anúncio oficial acontecerá em 12 de abril. Mariana Fernandes, presidente do diretório, revelou que a proposta é ter uma mulher negra como candidata a governadora, um passo significativo diante do aumento da violência contra as mulheres em Minas Gerais.
Pelo partido Missão, que surgiu em 2025 com apoio de figuras ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL), o pré-candidato é Ben Mendes, advogado e estudante de medicina. Para o Senado, ainda não foram divulgados nomes.
Nomes fortes na corrida pelo Senado
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) confirmou Gabriel Azevedo como seu pré-candidato. Azevedo já foi vereador de Belo Horizonte e se candidatou à prefeitura em 2024, onde não obteve sucesso. Sua chapa ainda não tem definição para vice, mas a ex-primeira-dama de Minas Gerais, Maria Lúcia Cardoso, deve pleitear uma das cadeiras ao Senado.
O pré-candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é Rafael Duda, com experiência em disputas anteriores. O vice ainda não foi escolhido, mas o nome da professora Vanessa Portugal foi apresentado como candidata ao Senado. Vanessa já disputou diversas eleições sem sucesso, mas permanece uma figura constante no cenário político.
Por fim, a Federação Brasil da Esperança, que une o PT, PV e PCdoB, confirmou Marília Campos como pré-candidata ao Senado, enquanto a definição para o governo ainda permanece indefinida. Marília, atualmente prefeita de Contagem, tem uma longa trajetória política que inclui mandatos na Câmara e na Assembleia Legislativa.
