Busca pelo Suspeito Continua
A Polícia Militar está em busca de um homem de 46 anos, acusado de agredir sua ex-companheira, de 45, com uma motoserra e um martelo, em um ato violento ocorrido na tarde da última sexta-feira (20) em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A mulher sofreu ferimentos graves e foi imediatamente levada ao Hospital 25 de Maio, onde recebe atendimento médico. A filha da vítima, de apenas 15 anos, também ficou ferida ao tentar defender a mãe, que apresenta lesões significativas no tórax, no braço e nas costas.
De acordo com relatos de testemunhas, o crime aconteceu dentro da residência da ex-mulher, após ela recusar um convite do homem para sair. Testemunhas afirmaram que, além dos golpes com a motoserra e o martelo, ele ainda agrediu a mulher com socos e chutes, o que agravou ainda mais a situação.
Em uma coletiva de imprensa, o Capitão Fábio Júlio, subcomandante da unidade policial de Esmeraldas, afirmou que as equipes estão realizando buscas intensivas para localizar o suspeito. “Estamos engajados em localizá-lo e prendê-lo. Nossas equipes estão em diligência”, afirmou Fábio.
Fuga do Suspeito e Apreensão de Evidências
No sábado (21), a polícia conseguiu localizar o suspeito em um veículo, mas ele conseguiu furar o bloqueio policial e fugiu a pé para uma área de densa vegetação. O carro usado por ele foi apreendido, e dentro do veículo foram encontrados a motoserra e o martelo que foram utilizados no ataque.
É importante destacar que a vítima já possuía uma medida protetiva contra o homem, evidenciando o histórico de violência. A Polícia Civil, por sua vez, informou que um inquérito foi instaurado para investigar o caso em detalhes. Peritos estão realizando a coleta de vestígios que possam contribuir para elucidar os fatos e reunir provas para a ação penal.
Esse caso chocante traz à tona a urgência de discussão sobre a violência contra a mulher e a eficácia das medidas protetivas que, muitas vezes, se mostram insuficientes para evitar tragédias como essa. As comunidades locais seguem mobilizadas, expressando apoio à vítima e questionando as falhas que permitem que esses episódios de agressão ocorram.
