Reta Final de Zema no Comando de Minas
Faltando exatamente um mês para deixar o cargo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se prepara para a transição de poder enquanto constrói sua pré-candidatura à Presidência da República. A data marcada para sua saída é 22 de março, e os próximos 30 dias prometem ser intensos, com agendas que incluem eventos fora do estado e uma cerimônia para oficializar a passagem de comando ao vice-governador Mateus Simões (Novo).
Fontes da Itatiaia indicam que, neste período, não estão previstas entregas significativas de projetos. O foco parece ser o fortalecimento da imagem de Simões, que será promovido como a face das conquistas do governo Zema.
A “saideira” das atividades de Zema à frente do governo incluiu a entrega das primeiras estações da Linha 2 do Metrô de Belo Horizonte em 9 de fevereiro, seguida pela inauguração do hospital regional em Divinópolis no dia seguinte, além de uma vistoria nas obras do hospital regional de Sete Lagoas, ocorrida em 9 de fevereiro.
Movimentação Política e Nacionalização da Imagem
De acordo com fontes próximas ao governador, a estratégia agora é manter a rotina de visitas a municípios e anúncios regionais até o último momento no cargo. Isso reforça a presença de Zema no estado e suas iniciativas locais, mas também busca expandir sua visibilidade nacional.
A reta final da gestão de Zema também será marcada por um evento em São Paulo, onde ele deve se encontrar com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) na Avenida Paulista. Esse encontro é visto como uma oportunidade para consolidar sua imagem e apresentar-se como um candidato viável à presidência, cuja popularidade ainda precisa crescer fora de Minas Gerais.
Um dos pontos centrais da agenda política de Zema é sua participação em um ato contra o Supremo Tribunal Federal (STF), programado para o dia 1º de março. Esta ação é vista como uma tentativa de se posicionar como uma das principais vozes da direita no cenário político nacional.
Aliados do governador acreditam que sua presença em eventos fora do estado é crucial para reforçar o discurso de que ele deixará o cargo para “servir ao Brasil”, um argumento que tem sido utilizado para justificar sua movimentação política desde que intensificou suas articulações como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Construindo a Pré-Candidatura
A trajetória presidencial de Zema começou a ganhar notoriedade ao longo de 2025, quando em agosto ele formalizou sua pré-candidatura e começou a incorporar mais compromissos fora de Minas. Internamente, sua equipe defende que Minas atuou como um “laboratório de gestão”, enfatizando sua abordagem em áreas como ajuste fiscal, privatizações e reorganização administrativa. Esta narrativa será uma peça chave na pré-campanha, servindo como credencial para o debate nacional.
Ao se preparar para deixar o governo, Zema também se certifica de que sua saída esteja alinhada com o calendário eleitoral, permitindo que ele se desincompatibilize do cargo dentro do prazo legal exigido para concorrer à presidência em 2026. Assim, o governador se despede de sua gestão, enquanto se posiciona como um potencial candidato à liderança do Brasil.
