Uma Celebração que Une Música e Inclusão
Nesta quarta-feira (11), o bloco Chama o Síndico levou uma multidão vibrante para a Avenida Afonso Pena, no coração de Belo Horizonte. O evento, que se tornou uma tradição, começou com uma animada caminhada da bateria, partindo da Praça da Liberdade e encontrando o trio elétrico em frente ao Palácio das Artes. Daí, o desfile continuou até a icônica Praça Sete, onde a festa ganhou ainda mais intensidade.
Com o tema ‘África Brasil’, o bloco fez homenagem aos 50 anos do álbum clássico de Jorge Ben Jor, um artista que tem o seu legado celebrado pelo Chama o Síndico desde 2012, juntamente com o também renomado Tim Maia. Essa reverência à música nacional trouxe uma combinação perfeita de ritmos e alegria, contagiando todos os presentes.
O deputado Álvaro Damião, do União Brasil, esteve entre os foliões e expressou seu entusiasmo pela festividade: “É fantástico ver tudo isso. É o trabalho de um ano inteiro que a gente faz. O nosso Carnaval não é só no dia do Carnaval. Ele começa bem antes e termina bem depois”, declarou, mostrando a importância da preparação para esse grande evento.
Os foliões também compartilharam suas experiências e expectativas. A influenciadora Amélia do Carmo, de 24 anos, mais conhecida como “Amélia Janta”, não poupou elogios ao bloco: “Que bloquinho maneiro, amei a curadoria das canções”, disse ela, ressaltando o cuidado na seleção musical que fez o público dançar e se divertir ainda mais.
João Pedro Fontes, um professor de biologia de 24 anos, expressou sua empolgação para o Carnaval deste ano: “Altíssima. É sempre maravilhoso. Ano passado infelizmente não consegui aproveitar, mas neste ano vou hoje, amanhã e em todos os dias”, afirmou, evidenciando a expectativa de muitos que aguardam ansiosos pelo carnaval.
A bancária Alice Alves, de 51 anos, que se utiliza de cadeira de rodas, destacou a importância da inclusão no evento. Ela participou da dança da inclusão, uma das iniciativas do bloco: “A importância é única. A gente faz parte da dança da inclusão. E tem o pessoal também da bateria da inclusão. É uma oportunidade única para a gente aqui”, declarou, enfatizando a relevância de ser ouvido e representado durante a festa.
Expectativas para o Carnaval de 2026 em Belo Horizonte
Enquanto a festa de 2023 ainda reverbera, os preparativos para o Carnaval de 2026 em Belo Horizonte já estão em andamento. Entre os dias 31 de janeiro e 22 de fevereiro, a Prefeitura espera que o Carnaval injete cerca de R$ 1 bilhão na economia local. Com mais de 600 desfiles programados, a festa deve atrair mais de 6 milhões de foliões, além de criar cerca de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, segundo estimativas oficiais.
As várias iniciativas, tanto na música quanto na inclusão, demonstram que o Carnaval em BH vai além de uma simples festa; é um verdadeiro encontro de culturas, tradições e celebrações da diversidade. Com um futuro promissor, a expectativa é que o Carnaval da cidade continue a encantar e unir pessoas de todas as idades e estilos.
