Ação Criminosa na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem
A Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, situada no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi alvo de furtos na noite do último sábado (7 de fevereiro). Câmeras de segurança flagraram um homem transitando pelo interior da igreja. Ele invadiu o espaço ao pular um portão e arrombar uma das portas de acesso.
Na manhã de domingo (8 de fevereiro), um boletim de ocorrência foi registrado, revelando que o local estava revirado ao ser inspecionado pela equipe da paróquia. Dentre os itens furtados, destacam-se um ventilador e duas esculturas, sendo uma delas uma representação do escritor Carlos Drummond de Andrade, feita em pedra e aço. Até o momento, o responsável pelo crime ainda não foi localizado pela polícia.
Espaço de Atendimento da Paróquia Não Foi Profanado
De acordo com a assessoria da Arquidiocese de Belo Horizonte, a ação delituosa ocorreu em uma sala anexa ao salão paroquial, espaço utilizado para atendimentos de psicoterapia, que fazem parte das iniciativas sociais da comunidade. “Não houve profanação do templo, já que os itens furtados pertencem a esse espaço destinado ao auxílio comunitário”, explicou um representante da assessoria.
Além disso, foi enfatizado que os objetos levados não incluem itens sacros, ou seja, peças que são veneradas em um contexto religioso, o que diminui a gravidade da ofensa à fé dos fiéis.
Histórico de Vandalismo na Igreja
Esse episódio não é isolado. Em abril do ano passado, a Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem sofreu vandalismo, com vitrais franceses sendo destruídos por pedradas e pedaços de madeira. O alvo da destruição eram as obras que retratam os evangelistas, especificamente as figuras de São João e São Marcos.
No caso do vitral de São João, que representa o discípulo amado de Jesus, a figura foi danificada na altura da mão, logo abaixo da frase em latim “Et verbum caro factum est”, que em tradução livre significa “O verbo se fez carne”. Já o vitral que homenageia São Marcos foi quebrado na altura da cintura, causando indignação entre os membros da paróquia e a comunidade local.
Esses incidentes levantam questões sobre a segurança dos locais de culto e a proteção do patrimônio cultural e religioso em Belo Horizonte, refletindo uma preocupação crescente entre os moradores da região.
