Insulina volta a ser produzida em Minas Gerais
Uma parceria inédita entre o setor privado, o Governo de Minas e o Governo Federal vai reativar a fabricação de insulina no Brasil, com distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova unidade industrial será instalada em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, e promete se posicionar entre os centros de biotecnologia mais avançados do mundo.
O anúncio foi feito no dia 16 de agosto, em Belo Horizonte, durante evento que contou com a presença do governador Antonio Anastasia e da presidente Dilma Rousseff. Com essa produção local, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países que dominam a tecnologia para fabricar insulina humana, atualmente restrito a Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca.
Biotecnologia como vetor da nova economia mineira
O governador Anastasia destacou que a iniciativa fortalece a segurança da saúde pública e está alinhada com a estratégia estadual de fomentar a nova economia. “Biotecnologia é um dos pilares do desenvolvimento no século XXI. Minas Gerais tem avançado em parceria com empresários e instituições locais, verdadeiros patrimônios do estado”, afirmou.
Ele ressaltou que investir neste setor equivale a descobrir um “novo ouro” para Nova Lima, tradicionalmente conhecida pela mineração. “Estamos trazendo para a cidade uma riqueza baseada no conhecimento e na inovação, que trará benefícios para toda a região metropolitana e para Minas Gerais”, completou Anastasia.
Investimento expressivo e geração de empregos
A fábrica da Biomm, empresa especializada em medicamentos biotecnológicos, vai produzir insulina humana recombinante e outras proteínas terapêuticas. Atualmente, o país depende totalmente da importação para atender a demanda por insulina. O projeto envolve investimentos da ordem de R$ 350 milhões e deve gerar 208 empregos diretos e 624 indiretos.
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Esse avanço é fruto da parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do apoio financeiro do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O BDMG contribui com R$ 56,1 milhões em financiamento e R$ 29 milhões em participação acionária, totalizando R$ 85 milhões.
Colaboração entre governo, universidades e iniciativa privada
O governador ressaltou a importância da cooperação entre diferentes setores para impulsionar Negócios estratégicos e melhorar a qualidade de vida da população. “Essa união permite que Minas Gerais e o Brasil avancem na biotecnologia, ampliando a oferta de medicamentos e fortalecendo a saúde da população, que é o objetivo principal”, afirmou Anastasia.
A presidente Dilma Rousseff destacou que o momento é favorável para a Biomm se estabelecer no país. “Ter uma empresa nacional produtora de insulina é uma vitória para o Brasil, que agora conta com ambiente propício para inovação e desenvolvimento”, declarou.
Benefícios para pacientes e redução de custos
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a retomada da produção nacional garante segurança para os pacientes diabéticos. “Hoje dependemos da importação, que pode sofrer interrupções e desafios logísticos. Produzir internamente assegura estabilidade no fornecimento”, explicou.
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Além disso, a concorrência gerada pela nova indústria deve reduzir o preço da insulina. “Mais produtores no mercado ampliam a competição, beneficiando o Ministério da Saúde e os consumidores, que terão acesso a um produto de alta qualidade com tecnologia avançada”, acrescentou o ministro.
Tecnologia de ponta e conformidade internacional
A Biomm utiliza tecnologia avançada para produzir insulina humana recombinante a partir de micro-organismos geneticamente modificados, obtendo o princípio ativo do medicamento injetável. O processo segue os rigorosos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras agências regulatórias, garantindo segurança e qualidade.
Minas Gerais aposta na biotecnologia para impulsionar a economia
O governo estadual tem estimulado a atração de empresas do setor, agregando valor e inovação à economia local. Em 2012, foram formalizados investimentos de R$ 285,1 milhões em dez projetos de biotecnologia e fármacos, gerando 1.263 empregos diretos e 1.350 indiretos. Em 2011, o volume chegou a R$ 402,3 milhões, com 506 empregos diretos e 2.778 indiretos em seis empreendimentos.
Esse movimento reforça o compromisso de Minas Gerais em consolidar-se como polo de inovação e tecnologia, com impactos positivos na saúde, economia e geração de empregos para a população.
