Evento reforça a luta contra arboviroses na região
A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Teófilo Otoni iniciou a Jornada Mineira de Arboviroses com o Seminário Regional nos dias 19 e 20 de outubro. O encontro teve como foco alinhar as estratégias de vigilância, controle dos vetores e a organização dos serviços de saúde para preparar a região para o período sazonal, quando as infecções por arbovírus costumam aumentar. O evento buscou qualificar os profissionais da saúde para enfrentar os desafios impostos pela dengue, chikungunya, Zika e febre amarela nos municípios que compõem essa área.
Integração entre municípios e Estado é fundamental
Na abertura, Leonardo Figueiredo, superintendente regional de Saúde, ressaltou que o combate efetivo das arboviroses depende da união entre os municípios e o Estado. Segundo ele, o planejamento antecipado, a capacitação constante e a coordenação entre as equipes de vigilância e assistência são essenciais para proteger a população. “Com essa jornada, fortalecemos o suporte técnico aos municípios que integram nossa Superintendência para reduzir os impactos do período sazonal”, afirmou.
Apresentações técnicas detalham o cenário epidemiológico e estratégias de controle
O primeiro dia do seminário apresentou uma programação matutina dedicada ao mapeamento epidemiológico e ao controle do mosquito transmissor. A bióloga Sandra Elisa Barbosa da Silva, doutora em Entomologia e referência técnica da Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses e Controle Vetorial da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), expôs o panorama estadual das arboviroses. Ela abordou temas como territorialização, estratificação de risco e critérios para priorizar as áreas mais vulneráveis.
Rosiane Pessoa Teixeira, enfermeira e referência técnica de arboviroses da SRS Teófilo Otoni, também detalhou o cenário epidemiológico da região. Como docente do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS Fundamental), destacou a necessidade do monitoramento constante para antecipar surtos e orientar as ações no campo.
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À tarde, Gisléia Ádilla Oliveira, gestora ambiental e referência técnica estadual, apresentou as novas diretrizes nacionais e estaduais para o combate ao vetor. Ela explicou os indicadores prioritários aplicados às arboviroses e o papel da vigilância entomológica, que monitora a população de mosquitos e seus locais de reprodução.
Sandra Elisa retornou para detalhar a estratégia estadual de descentralização do Ultrabaixo Volume (UBV) veicular, conhecido popularmente como “fumacê”. Este equipamento realiza pulverização em grande escala para bloqueio emergencial da transmissão dos vírus.
Para finalizar o primeiro dia, Rosiane Teixeira falou sobre a articulação entre unidades regionais de Saúde, municípios e consórcios intermunicipais. A palestra destacou a importância da atuação conjunta para garantir respostas rápidas, otimizar recursos e organizar fluxos regionais eficientes de combate ao mosquito e suporte à população.
Qualificação da assistência clínica e integração acadêmica
No segundo dia, o foco mudou para o manejo clínico e a qualificação da assistência aos pacientes nas portas de entrada da rede pública. O seminário contou com a participação expressiva de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Essa presença fortaleceu a integração entre formação acadêmica, pesquisa científica e prática profissional nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
As atividades foram conduzidas pela enfermeira Isabella Marinho Diniz, da Força Estadual do Sistema Único de Saúde (FE-SUS) de Minas Gerais, e pelo médico infectologista Homero Campos Reis, professor da UFVJM e membro da FE-SUS. Eles abordaram temas essenciais como classificação de risco, identificação de sinais de alarme, interpretação de exames laboratoriais, fluxos diagnósticos e discussão de casos práticos.
A tarde trouxe apresentações sobre a organização da assistência e fluxos de vacinação, lideradas pela técnica da SRS Flávia Lilian Rocha Ferreira. Também foram apresentados portfólios de qualificação e ações de investigação de óbitos, consolidando a Jornada como um marco para a preparação técnica e união regional no combate às arboviroses.
