Cleitinho mantém liderança em cenário eleitoral de Minas Gerais
Os eleitores de Minas Gerais vão às urnas neste domingo, 4, em um contexto político marcado por oscilações e incertezas. Apesar da instabilidade visível durante a campanha, as pesquisas de intenção de voto indicam o senador cleitinho azevedo (Republicanos) como líder da disputa pelo governo desde o início do ano. Entretanto, os números não garantem a definição do pleito já no primeiro turno, deixando o cenário aberto para eventuais desdobramentos.
Disputa polarizada e múltiplos candidatos para o Senado
No Espírito Santo, a corrida ao Executivo estadual está concentrada entre o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). A presença do deputado federal Helder Salomão (PT), em terceiro lugar nas pesquisas, pode influenciar o resultado no primeiro turno. Assim como em Minas Gerais, a disputa pelas duas vagas ao Senado no Espírito Santo conta com diversos candidatos competitivos, ampliando a indefinição do pleito.
Em Minas, a trajetória de Cleitinho tem sido marcada por hesitações e retomadas. O senador chegou a suspender sua candidatura por um período, alimentando dúvidas sobre sua permanência na disputa. Em abril, ele negou rumores de desistência, mas manteve a indefinição até julho, quando enfrentou também um luto familiar com a morte do irmão Matheus Azevedo, aos 30 anos, devido a complicações de leucemia.
Durante a convenção estadual do Republicanos, realizada no final de julho, Cleitinho não compareceu, o que aumentou as especulações sobre sua saída da disputa. O diretório local do partido chegou a divulgar uma nota criticando a hesitação do senador e negando sua candidatura formal. Porém, Cleitinho manteve a pré-candidatura, desistiu em 3 de agosto e voltou a confirmar a candidatura no dia 7.
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Impacto da indecisão no cenário político local
Apesar da instabilidade pública, as pesquisas continuaram apontando Cleitinho como favorito, mantendo sua liderança nas intenções de voto. Porém, a indefinição teve impacto nos bastidores, prejudicando articulações à direita. O PL, por exemplo, sondou o deputado federal Nikolas Ferreira para a disputa, mas ele recusou. Uma possível aliança com o governador Mateus Simões (PSD) não avançou, devido ao desempenho fraco do mandatário nas pesquisas.
O impasse levou o PL a lançar o empresário Flávio Roscoe como candidato às vésperas do prazo legal, enquanto Marcelo Aro, ex-secretário, chegou a considerar candidatura ao governo, mas desistiu para disputar o Senado. Na esquerda, a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou consolidar o senador Rodrigo Pacheco como candidato ao governo, mas ele abriu mão da disputa. O PT então direcionou a candidatura para o deputado federal Patrus Ananias, após a ex-prefeita Marília Campos manter a postulação ao Senado.
Pesquisa Quaest reforça liderança de Cleitinho em Minas Gerais
Segundo levantamento da Quaest, Cleitinho ampliou sua vantagem, crescendo oito pontos percentuais em um mês, passando de 29% para 37% no cenário estimulado. O senador apresenta desempenho diversificado entre eleitores ligados a diferentes espectros políticos: lidera entre bolsonaristas com 60%, entre eleitores de direita, mas não bolsonaristas, com 55%, e também recebe votos à esquerda, incluindo 21% na esquerda não lulista e 24% entre lulistas.
Disputa apertada para as vagas no Senado em Minas Gerais
O cenário para o Senado permanece competitivo. A pesquisa da Quaest indica um empate técnico entre quatro candidatos: Domingos Sávio (PL) com 14%, Marília Campos com 13%, e Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB) com 12% cada. Domingos Sávio destacou-se ao crescer oito pontos percentuais desde o início da campanha, ampliando sua base eleitoral além do voto bolsonarista para outros segmentos.
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Aécio Neves entrou na disputa de forma tardia, substituindo Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), mas rapidamente se mostrou competitivo, oscilando de 10% para 12% nas intenções de voto durante setembro.
Polarização e indefinição no Espírito Santo
No Espírito Santo, o governador Ricardo Ferraço (MDB) tenta a reeleição após assumir o cargo em abril com a renúncia de Renato Casagrande (PSB), que disputa uma vaga no Senado. As pesquisas indicam empate técnico entre Ferraço, com 33%, e Pazolini, com 31%, enquanto Helder Salomão (PT) aparece com 12%. No segundo turno simulado, Ferraço tem 43% contra 38% de Pazolini, com uma margem de erro de três pontos percentuais.
Para o Senado capixaba, a disputa está marcada pelo favoritismo de Renato Casagrande, que lidera com 25% das intenções de voto. A segunda vaga permanece indefinida, com cinco candidatos tecnicamente empatados: Sérgio Meneguelli (PSD) com 11%, Fabiano Contarato (PT) e Maguinha Malta (PL) com 9% cada, Rose de Freitas (MDB) com 7% e Evair de Melo (Republicanos) com 6%. Meneguelli, ex-vereador e ex-prefeito de Colatina, é deputado estadual desde 2023. Contarato tenta reeleição, enquanto Rose de Freitas busca retorno ao Senado após mandato entre 2015 e 2023.
